Levar informação, promover acolhimento e propiciar momentos de descontração. Esse é o objetivo da série de oficinas com mulheres em situação de rua promovida pela Secretaria da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Racial de Rio Preto durante o Agosto Lilás, mês de orientação e conscientização em relação à violência contra a mulher. As ações focam tanto as vítimas quanto os profissionais que atuam na rede de enfrentamento.
No segundo encontro da série de oficinas, ocorrido na quarta-feira, dia 9, no Centro POP, as técnicas do Centro de Referência e Atendimento à Mulher (CRAM) trabalharam com teatro de fantoches e músicas. As oficineiras escutam as participantes e dão orientação. A partir da história de Laurinha e Pedrinho, um casal de bonecos ponta firme, tratam de temas como família, amizade, solidariedade, companheirismo e união.
Com leveza e comprometimento, a psicóloga Lenise Fernanda da Silva e a assistente social Wanderleia Fernandes Martins encenaram, conversaram, ouviram, orientaram, riram e choraram com as histórias de vida, geralmente sofridas, mas também de superação das participantes. “A gente gosta muita desse contato, de estar com essas mulheres, ouvir suas queixas, mas também suas conquistas”, conta Wanderleia. A educadora social Alessandra Garcia Arruda Pagliarini, do Centro POP, auxiliou na oficina.
As ações do Agosto Lilás seguem nos próximos dias, com eventos em escolas, empresas e instituições. Na segunda-feira, dia 14, das 10h30 às 11h30, a Patrulha Maria da Penha, vinculada à Guarda Civil Municipal (GCM), levará teatro e roda de conversa aos alunos da Escola Municipal Professora Regina Mallouk, na Estância Santa Clara. A temática, trabalhada de forma lúdica e conforme a faixa etária das crianças, será a história da ativista Maria da Penha.
Ainda na segunda-feira, a equipe do CRAM vai até a Legião da Boa Vontade ministrar a palestra “Violência contra a Mulher e Rede de Enfrentamento”. No dia 17, sexta-feira, será a vez dos colaboradores da Cenemed refletirem sobre o tema.
Na tarde desta sexta-feira, dia 11, a trancista Joice Gonçalves Pedro, a Joice Nega Show, fez oficina de tranças com as mulheres que vivem na Casa Abrigo de Rio Preto.
Oficina de trança empodera mulheres. Foto: Divulgação
Até a tarde desta sexta-feira, dia 11, cerca de 140 pessoas já haviam efetuado a inscrição para o 1º Simpósio Regional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. A realização do evento é da Secretaria da Mulher e da Diretoria Regional de Assistência Social (Drads) Rio Preto. O público-alvo são profissionais que atendem mulheres vítimas de violência em 115 cidades do estado, as quais compõem as Drads de Rio Preto, Fernandópolis e Barretos. A Associação dos Municípios da Araraquarense (AMA) é parceira. O evento será gratuito, no Teatro Municipal Paulo Moura, das 8h às 17h.
Para a diretora da Drads Rio Preto, Patricia Cecilio Domingues Azevedo, discutir o tema é de extrema importância. “Diante das demandas de violência contra a mulher, que é uma das principais formas de violação de direitos, discutir esse assunto, capacitando os técnicos, é de extrema importância para a rede de serviços no enfrentamento à violência contra mulher.”
Texto: Bianca Zaniratto/Secretaria de Comunicação
Fotos: Bianca Zaniratto/Pref. Rio Preto