A partir deste mês de maio, os consumidores brasileiros terão que lidar com um novo aumento na fatura de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira tarifária amarela, o que implica acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
A justificativa oficial é a chegada do período de seca e a consequente redução no nível dos reservatórios das hidrelétricas, o que obriga o uso de usinas termelétricas — conhecidas pelo alto custo de operação. O problema é que essa explicação vem logo após um dos períodos mais chuvosos dos últimos anos, o que levanta dúvidas sobre a real eficiência da gestão energética brasileira.
Entre fevereiro e abril, diversos estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, registraram acumulados de chuva acima da média histórica, o que deveria ter reforçado a segurança hídrica. Ainda assim, os consumidores pagarão mais.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para dar previsibilidade aos gastos com energia, mas tem sido alvo de críticas recorrentes por não refletir com transparência a realidade dos reservatórios e da geração.
Enquanto isso, o apelo da Aneel é para que a população reduza o consumo — algo difícil de exigir em meio a altas de preços generalizadas e com a demanda energética aquecida por temperaturas extremas em várias regiões.