O Zoobotânico Municipal, órgão da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, promoveu no último sábado, 16/8– Dia Mundial da Abelha – o Workshop Abelhas Sem Ferrão, das 9h às 17h. O evento foi um sucesso e reuniu perto de 200 pessoas, superando a expectativa inicial de 120 inscritos.O Workshop foi uma realização colaborativa de diversos meliponicultores, projetos ambientais e profissionais atuantes na proteção das abelhas nativas em Rio Preto e região: Ailton Fontana (Apicultura Flamboyan), Anderson Matos (Apiário e Meliponário Recanto Abelha Nativa), Antônio Alexandre (Meliponário Alexandre), Rafael Pinguim (ResgatBEE), Douglas Ferrão (Missão: Multiplicar e Proteger) e Wilson Gussoni (Projeto “Abelhas x Agrotóxicos – Abrace Esta Causa”).O encontro teve como foco as abelhas nativas sem ferrão – espécies fundamentais para a polinização e o equilíbrio ecológico dos biomas brasileiros. A proposta foi fortalecer redes de conhecimento e incentivar práticas sustentáveis de criação, manejo e preservação dessas abelhas.
O Workshop cumpriu o seu objetivo de difundir a importância das abelhas sem ferrão para a conservação ambiental e a segurança alimentar. Além disso, capacitou os participantes no manejo adequado dessas espécies, valorizando técnicas acessíveis, seguras e ecologicamente responsáveis.A administradora do Zoobotânico, Camila Sparvoli, destacou a relevância do encontro: “Cumprindo sua missão de promover a conservação da biodiversidade e a educação ambiental, o Zoobotânico, em parceria com meliponicultores locais e regionais, realizou um evento no Meliponário sobre a importância das abelhas para a preservação dos ecossistemas e a produção sustentável. A atividade contou com a presença de 185 participantes e destacou-se pela partilha farta de conhecimentos e experiências, fortalecendo o compromisso coletivo com a conservação ambiental.”
Ao longo do dia, o público acompanhou palestras, oficinas e vivências com especialistas da meliponicultura, conheceu diferentes métodos de criação, debateu os desafios enfrentados pelo setor e refletiu sobre o papel das abelhas diante de ameaças como o uso de agrotóxicos e a perda de habitat.Segundo os organizadores, o evento proporcionou um dia de intensa troca de experiências entre apaixonados por abelhas nativas, com atividades práticas, rodas de conversa e até sorteio de brindes no encerramento. "O evento foi um sucesso, a gente teve 237 inscritos, estiveram presentes no local mais de 185 pessoas, mais os visitantes do Zoobotânico. Os planos do nosso movimento é para conscientizar as pessoas que existem várias espécies de abelhas que não têm ferrão, e que elas fazem parte da agricultura, tanto da nossa região quanto do nosso país, e que o mel delas é medicinal, é excelente, até melhor do que o mel da abelha africanizada, europeia. Nosso propósito é induzir as pessoas a cultivar a criação das abelhas e conscientizar sobre o tema", comemorou um dos meliponicultures que organizou o evento, Rafael Fernandes (Pinguim), da Empresa ResgatBee.
A programação aconteceu em dois espaços do Zoobotânico: o Centro de Educação Ambiental (CEA) e o Meliponário, que abriga colmeias de oito espécies de abelhas sem ferrão resgatadas durante a reforma do local. Essas colmeias, antes retiradas de recintos demolidos, hoje têm casa nova, com espaço dedicado à reprodução e à educação ambiental.O Zoobotânico Municipal, tem sido uma instituição parceira e incentivadora do Movimento Abelhas Sem Ferrão. Durante a reforma e reestruturação do local, as colmeias encontradas em árvores podadas ou suprimidas foram transferidas e preservadas. Com a reinauguração, as abelhas foram devolvidas a um espaço dedicado a elas: o Meliponário, que além de abrigar colmeias de oito espécies, traz informações e sedia eventos e ações educativas sobre o tema como Workshop Abelhas Sem Ferrão realizado no último sábado. O Zoo também tem parceria com a Unesp e recebe periodicamente o Projeto de Extensão “Melibilce”, que trabalha com conhecimento científico atrelado à Educação Ambiental para a Conservação das abelhas sem ferrão que ocorrem no Brasil. A ação educativa e informativa conta até com degustação de uma grande variedade de mel de abelhas sem ferrão.