O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu 14 mandados de prisão temporária e um mandado de prisão preventiva na região de Araçatuba na manhã desta sexta-feira (29). A ação, denominada “Laços de Família”, tem como objetivo desarticular um esquema de tráfico de drogas abastecido pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) nas penitenciárias locais.
Durante a operação, um dos principais alvos, um homem de Mirandópolis, morreu em confronto com a polícia ao resistir à prisão e reagir contra os agentes. A ação resultou na apreensão de drogas, dinheiro e aparelhos celulares utilizados pelo PCC para se comunicar com os detentos. Nenhum funcionário dos presídios era alvo dos mandados.
Segundo o delegado Flávio Miranda, a investigação do Gaeco dura há dois anos. A apuração revelou a existência de três núcleos criminosos, ligados por laços familiares, que garantiam a estabilidade e a expansão do tráfico. “As mulheres colocavam drogas em orifícios do corpo, como ânus e vagina, e entravam no presídio. Nesse caso, a revista pessoal é muito complicada e deixavam passar”, explicou o delegado. A investigação também revelou que os criminosos usavam celulares dentro das penitenciárias para se comunicar com o núcleo em Mirandópolis, viabilizando o abastecimento e o gerenciamento do tráfico. O nome da operação, “Laços de Família”, reflete o caráter permanente e estável dos vínculos familiares que sustentavam a organização criminosa.
A operação contou com a participação de mais de 180 policiais, agentes e equipes do canil, além do apoio aéreo, em uma articulação entre o Gaeco, a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).