A Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram na quarta-feira (10/9) a Operação Quimera Fiscal, que investiga um esquema de consultoria tributária de fachada responsável por fraudes que teriam causado prejuízo superior a R$ 244 milhões aos cofres públicos.
De acordo com os investigadores, o grupo prometia às empresas a recuperação de créditos tributários por meio de documentos falsos, permitindo compensações indevidas e a lavagem de dinheiro. A prática foi identificada em 187 contribuintes de 65 municípios em 14 estados.
Na região de Rio Preto, foram localizadas empresas em cidades como Cosmorama, Guapiaçu e Neves Paulista, onde as compensações variaram de R$ 18 mil a quase R$ 244 mil. Embora os valores individuais sejam menores, a Receita Federal afirma que a soma de operações ao longo dos anos elevou o rombo para centenas de milhões. Veja a lista dos municípios e os valores clicando aqui.
A investigação teve início a partir de provas coletadas na Operação Ornitorrinco, em março de 2024, que já havia apontado indícios de falsas consultorias tributárias. O principal suspeito, segundo a Receita, chegou a utilizar CPFs falsos para encobrir as transações.
Além da região de Rio Preto, foram cumpridos mandados de busca em cidades da Grande São Paulo e em Porto Alegre (RS). A Polícia Federal apura crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
Segundo a Receita, os valores obtidos de forma fraudulenta eram usados para adquirir imóveis no Brasil e no exterior, além de bens de luxo registrados em nome de empresas de fachada, o que dificultava o ressarcimento dos danos.