A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre a morte de uma adolescente de 16 anos, encontrada enterrada em um sítio em Nova Granada. Na sexta-feira (19), a Justiça solicitou a conversão da prisão temporária dos três suspeitos indiciados por homicídio qualificado em preventiva.
As investigações indicam que a jovem e os acusados teriam consumido álcool e drogas antes de a vítima passar mal. Nenhum socorro médico foi acionado, e a polícia não descarta a possibilidade de a adolescente ter sido enterrada ainda com vida. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) também denunciou os três suspeitos, além de uma quarta pessoa, por omissão de socorro.
O empresário Gleison Luís Menegildo e o caseiro Cleber Danilo Partezani foram os primeiros a serem detidos e indiciados por ocultação de cadáver, após confessarem que enterraram o corpo. Ambos chegaram a ser liberados mediante fiança de R$ 22 mil, mas voltaram à prisão no dia 15 de agosto, junto a um terceiro investigado, Anderson Luís.
Segundo o inquérito, a adolescente teria ido até a empresa de Menegildo para uma entrevista de estágio, mas acabou consumindo drogas e teve um mal súbito. O empresário e o caseiro, então, a colocaram em uma caminhonete e levaram ao sítio.
A defesa nega envolvimento no homicídio e alega que o laudo necroscópico apontaria overdose como causa da morte. Durante as diligências, armas e drogas foram encontradas na casa do empresário. A jovem estava desaparecida desde dezembro de 2023.