Viver em outro país é o desejo de muitos brasileiros. Entre 2022 e 2023, o número de emigrantes do Brasil cresceu 9%, o que equivale a 400 mil pessoas, totalizando 4,9 milhões de brasileiros no exterior, conforme apontado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). As comunidades brasileiras no exterior estão distribuídas em mais de 150 países em todos os continentes.
Na Oceania, a Austrália abriga cerca de 48 mil brasileiros. O país oferece diferentes tipos de vistos para estudantes e profissionais, incluindo opções para cursos universitários, técnicos e de idiomas, além de vistos temporários de trabalho e programas especiais voltados para inovação e atração de talentos internacionais.
Ana Santana, diretora-geral das empresas de turismo e assessoria consular Schultz, ressalta que as regras de visto para estudantes e profissionais estrangeiros na Austrália passaram por atualizações em 2025.
"Houve a substituição do requisito de intenção genuína por um critério mais focado no real propósito de estudo, mudanças nas categorias de vistos de pós-estudo, aumento nas exigências financeiras e atualização das regras de inglês", revela a especialista.
A executiva explica como funciona o processo de aplicação para vistos de estudo e trabalho, e aponta quais cuidados devem ser tomados. "É necessário ter a oferta da instituição, seguro saúde, comprovação financeira e, em alguns casos, teste de inglês. No caso de trabalho, é essencial verificar se a ocupação está em demanda e atender aos requisitos do empregador".
Segundo a diretora-geral das empresas Schultz, cursos universitários, técnicos e de idiomas estão entre os programas educacionais mais alinhados com as novas diretrizes do governo australiano, no entanto, os cursos técnicos e superiores ligados às áreas em escassez têm mais chances de abrir portas para trabalho e permanência.
Perfil do migrante para Austrália
Santana pontua que as atualizações nas regras impactam diretamente no perfil de imigrantes que desejam estudar ou trabalhar na Austrália. "Os candidatos devem ser mais preparados, com plano acadêmico consistente, comprovação financeira mais alta e nível de inglês adequado".
Para a executiva, a escolha do curso passou a ter impacto direto nas possibilidades de permanência após os estudos, devido à maior demanda por profissionais internacionais em setores em ascensão na Austrália, como saúde, construção civil, tecnologia, cibersegurança e educação.
Segundo a especialista, a Schultz identifica, no comportamento de brasileiros interessados em migrar para a Austrália nos próximos anos, tendências como maior interesse por cursos conectados a áreas de alta empregabilidade, busca por qualidade de vida e planejamento de carreira internacional, além de foco em alternativas que ofereçam chance de permanência no país.
A diretora-geral das empresas Schultz esclarece que a Schultz Vistos atua como parceira no processo de solicitação do visto: "Acompanhamos o solicitante com orientação sobre as regras até a aprovação do visto, com o objetivo de reduzir riscos".
Para mais informações, basta acessar: vistos.com.br/
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