De acordo com o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), no Brasil, as doses contra a poliomielite atingiram a meta pela última vez em 2015, quando a cobertura foi de 98,29% das crianças nascidas naquele ano. Depois de 2016, a cobertura caiu para menos de 90%, chegando a 84,19% no ano de 2019. Em 2020, a pandemia de covid-19 impactou as coberturas de diversas vacinas, e esse imunizante chegou a apenas 76,15% dos bebês. Em 2021, o percentual ficou abaixo de 70% pela primeira vez, com 69,9%. Em 2022, apenas 71% das crianças foram imunizadas, o ideal é, pelo menos 95%.
Preocupado com a queda dos números de bebês imunizados contra a poliomielite, o deputado Ney Leprevost, presidente da Frente Parlamentar da Medicina, está reforçando o alerta lançado pelo Hospital Pequeno Príncipe para que os pais ou responsáveis por crianças menores de cinco anos levem seus filhos para tomarem a vacina.
“Apenas duas gotinhas da vacina são o suficiente para proteger as crianças menores de cinco anos contra a poliomielite. Mesmo as crianças que já receberam as vacinas anteriormente devem ser imunizadas. Ao levar as crianças as unidades de saúde, os pais e responsáveis devem levar a Caderneta de Saúde da Criança e atualizar as demais vacinas que estiverem em atraso”, salientou Leprevost.
A poliomielite é uma doença viral, transmitida por via fecal, oral ou gotículas respiratórias. A doença se apresenta de modo assintomático ou como resfriado. Nos casos graves, pode provocar paralisia flácida e comprometer principalmente membros inferiores de forma assimétrica, além de atingir músculos respiratórios.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura a vacinação como um direito da população infantojuvenil.
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