Geral Fernandópolis
EELAS será a primeira escola cívico-militar de Fernandópolis a partir de fevereiro de 2026
Modelo será implantado em 100 escolas paulistas; Escola Líbero de Almeida Silvares será pioneira no município
09/01/2026 15h18
Por: Murilo Ferreira Fonte: Da redação

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, confirmou que o programa estadual de escolas cívico-militares terá início em fevereiro de 2026, com a implantação de 100 unidades distribuídas em diferentes regiões do estado. Em Fernandópolis, a Escola Estadual Líbero de Almeida Silvares será a primeira a adotar o novo modelo de gestão educacional.

Além da Líbero de Almeida Silvares, outras três escolas do município — Armelindo Ferrari, Carlos Barozzi e José Belúcio — já aprovaram a adesão ao programa, mas ainda aguardam uma nova etapa de implantação por parte do governo estadual.

A implementação estava prevista inicialmente para o segundo semestre de 2025, porém foi suspensa após determinação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que identificou irregularidades no processo e ordenou a paralisação imediata do programa. Após ajustes e adequações às exigências do órgão de controle, o governo informou que os entraves jurídicos foram superados, viabilizando a retomada do projeto no próximo ano letivo.

De acordo com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, o modelo cívico-militar não promove alterações na grade curricular nem substitui professores. A condução pedagógica permanece sob responsabilidade de docentes civis, enquanto militares da reserva atuarão na gestão administrativa, organizacional e disciplinar, em parceria com a direção escolar.

Com a entrada dos militares, será adotado um conjunto de normas disciplinares mais rigorosas. Entre as regras previstas estão a proibição de namoro nas dependências ou imediações da escola, restrições ao uso de roupas como calças rasgadas, croppeds, além de piercings, alargadores, bonés e determinados estilos de cabelo, como o moicano.

Baseado nos princípios de disciplina e hierarquia, o modelo também prevê a adoção de um sistema de pontuação comportamental, que recompensa atitudes positivas e aplica penalidades em casos de descumprimento das normas. A proposta, segundo o governo estadual, é utilizar o sistema como instrumento de estímulo à boa conduta e ao respeito às regras institucionais.