Fernandópolis – O reajuste salarial de 3,9% anunciado pela Prefeitura de Fernandópolis para os servidores públicos municipais provocou reação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. O presidente da entidade, Claudinei Senha, afirmou que o índice está abaixo da expectativa da categoria e criticou a falta de diálogo antes do envio do projeto de lei ao Legislativo.
Segundo Senha, o sindicato tentou agendar uma reunião com o prefeito João Paulo Cantarella para discutir o dissídio salarial, mas foi informado de que a proposta já havia sido protocolada na Câmara Municipal de Fernandópolis e estaria pronta para votação, o que pegou a entidade de surpresa.
O presidente do Sindicato esteve na manhã desta terça-feira, 13, na Câmara Municipal onde recorreu aos vereadores para auxilia-lo nas negociações. Segundo Senha os vereadores mostraram sensibilidade no que diz respeito a lutar pelos direitos dos servidores municipais e tentarão uma negociação com o Executivo ao lado do SindiServi.
A expectativa é de que o projeto seja analisado em sessão extraordinária, marcada para o início da tarde desta quarta-feira, 14 de janeiro. De acordo com o presidente do sindicato, a justificativa apresentada pela administração municipal é de que o percentual de 3,9% corresponde ao reajuste salarial anual, limitado à recomposição inflacionária.
Ainda conforme Senha, o Executivo sinalizou que uma eventual negociação para concessão de aumento real poderia ocorrer futuramente, em reunião previamente agendada para segunda-feira, 19, no período entre 15h e 17h. Na oportunidade valores dos vale alimentação também deverão ser discutidos assim como outras reivindicações que foram protocoladas pelo sindicato junto ao Executivo.
Mesmo reconhecendo que a legislação determina apenas a recomposição inflacionária anual, o sindicato destaca que a expectativa histórica dos servidores sempre foi a concessão de ganho real, como forma de valorização da categoria. Segundo a entidade, esse ganho deveria ser de no mínimo 5%, percentual considerado razoável diante do aumento do custo de vida e das perdas acumuladas nos últimos anos.
“Sabemos que o que a lei prevê é o reajuste, mas a expectativa do servidor sempre foi de ganho real. O que se esperava era, no mínimo, 5%. Da forma como foi conduzido, a situação é muito decepcionante para a categoria”, afirmou Claudinei Senha.