A provedora de tecnologias de eletrificação e automação ABB implantou um sistema de monitoramento de riscos de saúde para seus cerca de 1.800 colaboradores no Brasil.
Em linha com a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), de segurança no trabalho, a iniciativa já permitiu identificar fatores de risco antes pouco visíveis, como sedentarismo, desconhecimento de benefícios corporativos e endividamento, que passaram a ser tratados pela empresa.
Um dos pilares do monitoramento é um serviço de saúde mental externo, prestado pelo Grupo Albert Einstein à empresa desde a pandemia de covid-19, que oferece atendimento psiquiátrico e psicológico aos colaboradores, além de gerar dados agrupados e anonimizados sobre riscos de saúde mental.
"Na proposta do Einstein, os colaboradores têm questões mentais manejadas num número inicial de sessões, depois são encaminhados para acompanhamento do plano de saúde. Esse manejo nos permite fazer um monitoramento contínuo da saúde mental e identificar temas que devem ser tratados por nosso comitê executivo de saúde", afirma Juliana Molognoni, líder de RH da ABB no Brasil.
O monitoramento também coleta dados com os médicos do trabalho atuantes nas fábricas da ABB em Sorocaba (SP) e Contagem (MG), que tiveram seu escopo de atendimento ampliado para identificar um número maior de riscos. Além disso, a ABB segue analisando casos de afastamento, relatórios da operadora de saúde que atende a empresa e fazendo pesquisas internas de clima organizacional para tratar questões do ambiente de trabalho.
Segundo Molognoni, a busca ativa por informações nessas frentes permitiu à ABB identificar questões antes invisíveis, como o endividamento familiar como fator de risco à saúde mental. "Foi uma surpresa perceber que o endividamento era um fator relevante para alguns de nossos colaboradores e que tínhamos de cuidar disso para preservar a saúde mental da nossa população interna", conta.
Diante desse diagnóstico, a ABB está estudando a criação de um programa de educação financeira para prevenir situações extremas de endividamento e apoiar os colaboradores em objetivos financeiros pessoais.
A ABB também percebeu que os benefícios de saúde estavam sendo pouco utilizados porque muitos colaboradores não os conheciam. Em resposta, listou-os numa única página da intranet e iniciou uma campanha para estimular a utilização.
O monitoramento também identificou riscos relacionados ao sedentarismo e ao tabagismo, respondidos com um programa chamado Viver ABB, focado no autocuidado e com ações, inclusive, para estimular a prática esportiva.
"Temos uma população com uma parcela importante de profissionais em uma fase mais madura da carreira e alguns já próximos da aposentadoria, o que exige atenção às questões de saúde física e mental", acentua Juliana Molognoni.
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