O adolescente Guilherme Zanetti Mesquita, de 17 anos, foi sepultado neste domingo (23), no Cemitério Municipal de Votuporanga. O jovem estava desaparecido desde o dia 10 de agosto e foi localizado durante uma operação de buscas realizada com apoio de cães especializados do 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).
A circunstância que levou à morte de Guilherme ainda não foi esclarecida. O caso é investigado pela Polícia Civil e deverá ser esclarecido a partir dos exames periciais.
Guilherme cursava o 3º ano do ensino médio e trabalhava em um supermercado de Votuporanga. No dia do desaparecimento, ele retornou do trabalho e entrou em seu quarto, onde permaneceu com a porta trancada e não respondeu aos familiares.
A mãe acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando a equipe chegou à residência, o adolescente saiu do imóvel e correu em direção a uma área de mata próxima. Segundo familiares, ele teria entrado na vegetação e se escondido, não sendo mais localizado desde então.
As buscas contaram com a participação de policiais do 9º Baep, por meio da equipe especializada em Operações com Cães, em apoio à Polícia Civil de Votuporanga.
Durante o levantamento de informações, os policiais descobriram que Guilherme havia saído de casa levando uma mochila. Para auxiliar no rastreamento, duas palmilhas de calçados do adolescente foram recolhidas na residência e utilizadas como fonte de odor pelo cão farejador K9 Fenrir.
O animal iniciou o trabalho a partir do último local onde o adolescente havia sido visto. Durante o percurso, atravessou um rio e entrou em uma região de mata fechada. A mochila de Guilherme foi encontrada durante o rastreamento e, posteriormente, o cão indicou a localização do corpo.
O adolescente foi encontrado caído em um pequeno curso de água, em uma área de mata, já em avançado estado de decomposição. Equipes da Polícia Civil, da Perícia Técnica e do serviço funerário foram acionadas para realizar os procedimentos necessários.
Segundo informações obtidas durante a apuração, o corpo apresentava uma mancha arroxeada na perna esquerda. Uma das hipóteses levantadas é de que a marca possa estar relacionada a uma picada de cobra, mas essa possibilidade ainda não foi confirmada pelas autoridades.
Também não foram identificados, até o momento, sinais aparentes de violência no corpo.
A investigação deverá analisar os resultados dos exames periciais para determinar a causa da morte. Entre as possibilidades consideradas está a de que o adolescente possa ter permanecido sozinho na mata durante o período em que esteve desaparecido, mas essa hipótese também não foi confirmada oficialmente.
As circunstâncias da morte continuam sendo apuradas pela Polícia Civil.