A Prefeitura Municipal de Fernandópolis, por meio da Secretaria de Assistência Social, promoveu, durante a Semana Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, uma série de ações voltadas à prevenção e à orientação sobre a violência doméstica e familiar. A programação reuniu equipes dos quatro Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), do CREAS e do Centro Dia do Idoso.
Nos dias 18, 19 e 21 de agosto, foram realizadas rodas de conversa nas quatro unidades de CRAS, com orientações sobre a Lei Maria da Penha e as diferentes formas de violência contra a mulher, incluindo as violências física, psicológica, sexual, patrimonial, moral e vicária. Os encontros também apresentaram os serviços que integram a rede de proteção do município, como CRAS, CREAS, Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, serviços de saúde, Defensoria Pública e OAB para Elas. A proposta foi criar um espaço de escuta e acolhimento, reforçando que a mulher pode buscar orientação e apoio diante dos primeiros sinais de violência, sem precisar enfrentar a situação sozinha.
Um dos destaques da programação foi a roda de conversa realizada com homens no distrito de Brasitânia. A iniciativa ampliou o debate sobre prevenção e enfrentamento à violência doméstica, destacando a importância da participação masculina na construção de relações baseadas no respeito e na igualdade.
Segundo a Secretaria de Assistência Social, a integração entre CRAS e CREAS reforça o trabalho da rede municipal, unindo ações preventivas e o acompanhamento de situações em que já existem riscos sociais ou violações de direitos. A estratégia também está alinhada às ações de prevenção desenvolvidas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) nos territórios.
Fernandópolis também está em processo de implantação do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), que deverá ampliar a estrutura de acolhimento e acompanhamento das mulheres em situação de violência no município.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Ana Paula de Almeida, o objetivo das ações é fortalecer o acesso à informação e à rede de proteção. "Os CRAS e o CREAS são, muitas vezes, a primeira porta de acesso da mulher a uma rede de proteção. É nessas unidades que ela encontra escuta, acolhimento e orientação sem julgamento. Temos uma rede preparada e articulada para caminhar ao lado dessas mulheres e fortalecer também o diálogo com os homens, porque a mudança de cultura é responsabilidade de todos", afirmou.
Os serviços do CRAS e do CREAS permanecem disponíveis durante todo o ano para acolher e orientar mulheres em situação de violência e suas famílias.