Geral Fernandópolis
Museu de Paleontologia de Fernandópolis recebe climatização para proteger acervo
Assim como ocorre em laboratórios e espaços destinados à conservação de materiais científicos, controle das condições ambientais protege fósseis
25/08/2026 15h55
Por: Luiz Peniza | Estagiário Fonte: ASSECOM/PMF

A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Fernandópolis trabalha para aprimorar as condições de conservação e funcionamento dos espaços culturais e turísticos do município. Entre as medidas adotadas está a instalação de climatização no Museu de Paleontologia, ação de conservação preventiva necessária para preservar o acervo científico, considerando as características dos fósseis e dos materiais utilizados em sua preparação e estabilização.

Assim como laboratórios, reservas técnicas e outros ambientes destinados à guarda de materiais científicos precisam observar condições ambientais adequadas, um museu paleontológico deve reduzir a exposição de seu acervo a condições potencialmente prejudiciais. No caso de Fernandópolis, essa necessidade é ainda mais importante porque o museu abriga fósseis únicos e de grande importância científica, alguns deles preparados e estabilizados com adesivos específicos utilizados em paleontologia.

Por isso, a Prefeitura concluiu a adequação da infraestrutura elétrica e a ligação dos aparelhos de ar-condicionado do museu. A medida reúne duas necessidades: proteger o acervo paleontológico e oferecer condições adequadas às centenas de crianças, idosos, estudantes, pesquisadores e turistas que frequentam mensalmente o espaço.

A instalação não surgiu agora: os equipamentos e sua utilização no museu vinham sendo planejados pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo desde o início de 2025, com recursos destinados especificamente à área da cultura. Foi necessário aguardar as adequações da rede elétrica e a disponibilidade dos serviços técnicos necessários para que os aparelhos pudessem entrar em funcionamento.

Embora outros equipamentos culturais também apresentem demandas de climatização e manutenção, o museu foi priorizado por duas razões principais: a necessidade de conservação de seu acervo científico e o elevado fluxo de visitantes. O espaço recebe, em média, entre 800 e mil visitantes por mês, sendo grande parte formada por crianças, com frequentes excursões escolares reunindo dezenas de alunos simultaneamente nas salas de exposição.

Entre as peças do acervo está um exemplar juvenil de Baurusuchus pachecoi, de excepcional relevância paleontológica e considerado o exemplar juvenil mais completo da espécie encontrado até hoje. Parte dos fósseis passou por procedimentos de preparação, estabilização e montagem que utilizam materiais específicos para conservação paleontológica.