O Projeto de Lei nº 80/2026, de autoria do prefeito de Fernandópolis, João Paulo Cantarella, foi aprovado por unanimidade pelo Legislativo e resultou na Lei nº 5.769, de 19 de agosto de 2026. Para o secretário municipal de Cultura e Turismo, Rubens Lopes Filho, a nova legislação deverá “democratizar o acesso à cultura, às artes e à informação”.
Segundo o secretário, a lei representa uma ferramenta para discutir e implementar políticas públicas de descentralização cultural. De acordo com o texto, o programa “Cultura nos Bairros” deverá ser realizado no mínimo uma vez por ano, podendo ser expandido.
Antes mesmo da sanção da lei, uma experiência-piloto foi realizada em julho, na Cohab Antônio Brandini. Um show com a dupla Cézar e Paulinho atraiu grande público e foi considerado um sucesso. A proposta também deverá contemplar eventos de artesanato, gastronomia e outras manifestações culturais.
“A cidade não só cresce culturalmente como ganha referências na área do turismo”, comentou Lopes Filho, citando a recente Festa do Morango, realizada no bairro Brasilândia, que, segundo ele, superou todas as expectativas.
Historicamente, Fernandópolis sempre demonstrou vocação para projetos artístico-culturais descentralizados. Manifestações como a Folia de Reis e os shows de violeiros na periferia, por exemplo, acontecem há décadas.
Em 1968, aconteceu a SUFE – Semana Universitária de Fernandópolis, cujos eventos tiveram lugar no Clube Tóquio, no centro da cidade. Logo, os organizadores perceberam que seria preciso levar a experiência aos bairros.
Entre 1973 e 1976, a Associação Fernandópolis Acadêmica (AFA) tentou colocar em prática essa proposta, obtendo sucesso apenas parcial. Na época, a iniciativa tinha como mote a “realização de um trabalho de base, da periferia para o centro”.
Os equipamentos culturais, como teatros, museus e cinemas, costumam ficar no centro das cidades. Porém, os bairros contam com associações, praças, campos de futebol de várzea e outros espaços adaptáveis, além de escolas. Na avaliação apresentada no texto, essa estrutura pode contribuir para o rompimento da “bolha central” e favorecer a revelação de talentos.
O programa não se restringe ao lazer e poderá contribuir para a economia criativa territorial. Um exemplo citado foi a presença do Coletivo Ferarte na edição realizada na Cohab, com os recursos permanecendo na própria comunidade do território atendido.
A maior iluminação, a movimentação de pessoas e a presença de artistas também podem inibir o vandalismo e transformar a dinâmica dos espaços públicos urbanizados, trazendo sensação de segurança nas ruas e praças. A proposta é apresentada como uma aplicação prática do conceito de “urbanismo social”.
Além disso, a descentralização pode contribuir para o resgate de histórias dos próprios bairros. Como Fernandópolis mantém em desenvolvimento uma pesquisa histórico-cultural financiada pela Lei Aldir Blanc (PNAB), o texto aponta a possibilidade de descoberta da identidade de cada comunidade, que poderá, de forma autônoma, montar suas próprias atrações.
ELEÇÕES 2026 Após três mandatos, Pinato agradece eleitores e reconhece resultado das urnas
ELEÇÕES 2026 Danilo Campetti é eleito deputado estadual com 119,9 mil votos
ELEÇÕES 2026 Guilherme Piai é eleito deputado federal com 181,6 mil votos
Eleições 2026 Deputado Federal Fausto Pinato vota na Escola Afonso Cafaro, em Fernandópolis
ELEÇÕES 2026 Editorial — A voz da nossa região
Conquista Prefeitura inicia obras de acessibilidade e Fernandópolis terá 200 pontos de intervenção até dezembro
Mín. 17° Máx. 32°
Mín. 20° Máx. 36°
Tempo limpoMín. 22° Máx. 37°
Chuvas esparsas
O Olhar do Interior Editorial — A voz da nossa região
Além das Barreiras - Junio Faria Borges SETEMBRO ROXO: Quando respirar se transforma em uma luta por vida, ciência e direitos
Café com Licitação Algumas mulheres não tiveram escolha... Tiveram que virar fortaleza.
Malagueta A temporada dos paraquedistas começou 

