Antes de se tornar corretor de imóveis, Antônio Carlos Lisboa enfrentava um período de incertezas. Técnico em agricultura, ele tinha dificuldades para encontrar, em Brasília, uma oportunidade na área em que havia construído sua experiência profissional. Aos poucos, precisou buscar outras formas de garantir o sustento. Chegou a lavar carros para ganhar dinheiro. Foi nesse momento que um encontro aparentemente simples mudou o rumo de sua história.
Em 2016, enquanto trabalhava, Lisboa recebeu o cartão de um corretor de imóveis que o convidou a conhecer a profissão. Ele aceitou a oportunidade, ingressou em uma imobiliária e decidiu estudar para construir uma nova carreira. Hoje, aos 61 anos, Antônio é formado em Gestão Imobiliária, além de atuar como avaliador e perito judicial.
"Minha maior conquista foi ter conseguido estudar, me formar e superar tantas barreiras. Tudo o que conquistei profissionalmente veio da corretagem e, acima de tudo, da perseverança e da fé", afirma Lisboa, que atualmente está na DR Muniz, empresa parceira da CONBRAL, uma construtora com mais de 57 anos de atuação no Distrito Federal.
A trajetória, no entanto, esteve longe de ser construída apenas por grandes vendas e celebrações. Por trás de contratos assinados, chaves entregues e comemorações, existe uma rotina que exige paciência, preparo, resiliência e, muitas vezes, a capacidade de continuar acreditando mesmo quando uma negociação demora a acontecer. "Um dos maiores desafios é aprender a esperar a hora certa. Às vezes, você sabe que uma venda pode acontecer, mas precisa ter paciência e continuar trabalhando. É uma profissão que pode ser muito compensadora, mas é também uma profissão difícil. Quem começa precisa ter dedicação, perseverança, ética e buscar conhecimento sempre", afirma.
Mais do que vender imóveis
No dia 27 de agosto, foi comemorado o Dia do Corretor de Imóveis, e a data chama atenção para uma atividade que vai muito além da intermediação entre quem deseja comprar, vender ou alugar um imóvel.
Para Lisboa, o profissional participa de um dos momentos mais importantes da vida de uma pessoa e, por isso, precisa construir uma relação baseada em confiança. "Por trás de um corretor, existe um ser humano que gosta de ajudar outras pessoas a realizarem seus sonhos. Precisamos ouvir, orientar e ajudar o cliente a tomar uma boa decisão. Muitas vezes, ele se torna um amigo, porque o corretor acompanha as dificuldades, entende os desejos daquela família e participa de uma conquista muito importante", diz.
Ao longo dos anos, a profissão também passou por transformações. A busca por qualificação cresceu, assim como a necessidade de conhecimento técnico em um mercado cada vez mais profissionalizado. Para Lisboa, estudar foi uma das principais ferramentas para conquistar espaço e segurança na carreira. "Hoje temos profissionais mais preparados e preocupados em buscar conhecimento. É fundamental conhecer o mercado, entender o produto e trabalhar com ética. A confiança é construída todos os dias", afirma.
Para ele, contar com o apoio da empresa e vender produtos nos quais acredita trouxe mais segurança para a rotina profissional. "Hoje tenho tranquilidade para trabalhar porque sei que posso contar com uma equipe que me dá suporte. Isso faz diferença, principalmente para o corretor, que precisa estar preparado para atender bem o comprador e cumprir as próprias metas", destaca.
Para o diretor da CONBRAL, Paulo Muniz, o trabalho dos corretores é parte essencial da relação entre a construtora e as pessoas que buscam um imóvel. "É um profissional fundamental para transformar um empreendimento em uma conquista real na vida do cliente. É ele quem está na linha de frente, ouvindo histórias, compreendendo necessidades e ajudando cada pessoa a encontrar o imóvel que faz sentido para o momento de vida de cada uma", afirma Muniz.
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