A transformação do mercado imobiliário na capital paulista tem motivado a busca por soluções externas de armazenamento de móveis e pertences pessoais. Um levantamento realizado pela GoodStorage aponta que a taxa de ocupação de suas unidades de self storage atinge até 95% em diferentes regiões de São Paulo. O indicador reflete uma mudança na rotina dos moradores, que passam a residir em imóveis menores e necessitam de um espaço complementar.
A alta na procura por espaços para guardar móveis acompanha os dados recentes da Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI), divulgada pelo Secovi-SP. Segundo o estudo, os apartamentos compactos e no formato studio representam mais da metade dos lançamentos na capital paulista. Somente no mês de abril, foram lançadas 6.025 unidades dessa categoria, correspondendo a 52% do total de novos imóveis apresentados no mercado paulistano.
"Os dados mostram que o perfil dos imóveis em São Paulo está mudando. Os apartamentos compactos se consolidaram e, naturalmente, cresce a necessidade de soluções que ajudem as pessoas a administrar melhor seus espaços. O self storage vem ocupando esse papel ao oferecer uma alternativa flexível para armazenagem de móveis, itens de uso eventual, documentos, equipamentos esportivos e objetos pessoais, sem que o morador precise abrir mão da localização ou do conforto", afirma Thiago Cordeiro, fundador e CEO da GoodStorage.
O impacto da redução de metragem é expressivo nas vendas e na oferta imobiliária da cidade. De acordo com o Secovi-SP, os imóveis compactos responderam por 6.115 unidades vendidas no período analisado, o que representa cerca de 65% do total do mercado, além de somar um estoque de 44.900 unidades. A Zona Sul lidera a oferta com mais de 28 mil apartamentos do tipo studio, concentrando 33% da disponibilidade da capital.
Em sintonia com a geografia do setor imobiliário, os maiores índices de ocupação do serviço de self storage também se concentram na Zona Sul e nos eixos empresariais. Dados da operação da GoodStorage mostram alta concentração de locação em bairros como Vila Olímpia, com 90% de ocupação, Rebouças (89%), Brooklin (88%) e Campo Belo (87%). Para atender ao volume de demanda, o setor prevê a abertura de novas unidades em bairros estratégicos, como o Itaim Bibi.
A busca pelo armazenamento externo para gestão de espaço em residências menores é impulsionada pela estrutura necessária para a acomodação de itens volumosos. As unidades de self storage oferecem áreas projetadas para facilitar a logística de mudança e estocagem, contando com rotas para carga e descarga, estacionamento rotativo e monitoramento por câmeras 24 horas.
Para garantir a preservação dos móveis e equipamentos armazenados, os locais operam com controle de acesso individualizado por senha ou reconhecimento facial e exigência de contratação de seguro para os bens. Essa infraestrutura urbana permite que moradores de apartamentos de 30 a 45m² mantenham móveis de uso eventual fora de casa, mantendo a funcionalidade dos ambientes compactos na capital paulista.
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