Polícia Crime
Esquema de celulares ilegais é descoberto em presídios na região
Em cerca de cinco horas, policiais penais localizaram telefones, carregadores, acessórios e identificaram detentos ligados à entrada irregular dos materiais
02/09/2026 16h52
Por: Luiz Peniza | Estagiário Fonte: Da redação

Policiais penais apreenderam nove celulares, seis carregadores, cinco fones de ouvido e seis chips durante ações realizadas no sistema prisional de Rio Preto. As ocorrências, registradas na segunda-feira (31), resultaram na identificação de pelo menos quatro detentos suspeitos de envolvimento com a entrada clandestina dos aparelhos.

A primeira ocorrência foi registrada por volta das 9h30, no Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Rio Preto. Câmeras de monitoramento flagraram três presos, de 24, 24 e 35 anos, circulando entre o setor de descarte de resíduos e uma área conhecida internamente como “rodoviária”.

Nas imagens, um dos detentos aparece pegando um pacote sobre uma laje e retornando, em seguida, para a região onde ficavam os resíduos. Pouco depois, um dos envolvidos foi abordado pelos agentes. Com ele, foram encontrados três celulares, quatro carregadores, três fones de ouvido e cinco chips.

Durante a abordagem, o preso teria informado que os equipamentos seriam entregues a outro detento, de 25 anos.

Horas mais tarde, às 14h35, os policiais penais localizaram outra sacola, desta vez em uma torre de vigilância do Centro de Detenção Provisória (CDP). O material estava em um espaço próximo à área utilizada pelos presos que realizam atividades externas.

Dentro da sacola havia seis celulares, dois carregadores, dois fones de ouvido e um chip. Nenhum detento estava nas proximidades no momento em que o material foi encontrado.

Os dois registros policiais, feitos em horários distintos, apontam que os aparelhos e acessórios chegariam às unidades por meio de arremessos realizados do lado externo dos muros. Depois, os objetos poderiam ser alcançados pelos detentos por meio de um portão existente dentro do complexo prisional.

Os casos serão investigados para identificar todos os envolvidos na entrada e distribuição dos celulares e acessórios nas unidades.