Polícia Crime
Homem condenado por estuprar enteada de 12 anos é preso em seringal
Ele foi encontrado a quase 200 quilômetros de Irapuã após investigação da Polícia Civil sobre seringais da região
08/09/2026 20h38
Por: Luiz Peniza | Estagiário Fonte: Da redação

A Polícia Civil prendeu na última sexta-feira (4/9), em General Salgado (SP), um homem de 57 anos condenado a 16 anos e dois meses de prisão por estupro de vulnerável. O crime foi cometido em 2022, em Irapuã (SP), contra uma adolescente de 12 anos, então enteada do condenado.

A prisão foi realizada por policiais civis de Irapuã, com apoio de equipes de Urupês e General Salgado. O homem foi localizado em um seringal, a quase 200 quilômetros de distância de Irapuã, onde havia desaparecido após ser condenado pela Justiça.

As investigações começaram depois que a Polícia Civil recebeu informações repassadas por conselheiros tutelares e pela mãe da vítima. Um boletim de ocorrência foi registrado e, na sequência, foi instaurado inquérito policial para apurar o caso.

Após a condenação, o homem deixou de ser visto em Irapuã, onde trabalhava em um seringal. A partir disso, os policiais passaram a monitorar seringais de diferentes regiões na tentativa de descobrir onde ele estava.

Segundo o delegado Sérgio Augusto Ugatti Durão, as investigações indicaram que o condenado havia trabalhado em propriedades rurais de Tanabi e, posteriormente, de General Salgado. "Aí fomos fazendo as investigações e chegamos à conclusão. Lá em Irapuã ele trabalhava num seringal. A gente passou a monitorar essa parte de seringal e concluímos que ele tinha passado, depois disso, por uma fazenda em Tanabi, na sequência numa outra fazenda de General Salgado", explicou o delegado.

Com as informações, os policiais passaram a verificar propriedades na região. Na sexta-feira, equipes de Irapuã e Urupês, com apoio de General Salgado, permaneceram em campana em dois seringais de fazendas diferentes do município. Após aproximadamente três horas de espera, os policiais conseguiram visualizar o procurado em meio ao seringal e realizaram a abordagem.

Durão explicou que o homem vivia em uma grande colônia de trabalhadores da propriedade e não levantava suspeitas entre os moradores. "Na propriedade onde ele morava tem muitos moradores, pois são várias casas em uma colônia grande com bastante sangradores de seringueira e ninguém desconfiava de nada", afirmou.

Ainda segundo o delegado, o homem era conhecido por um apelido em Irapuã, mas não utilizava esse nome em General Salgado, o que também dificultou sua identificação. "Ele até tinha um apelido em Irapuã, mas lá em Salgado, ele não se revela por meio desse apelido. O pessoal conhecia ele apenas pelo nome", explicou.

Após a captura, o condenado foi levado à Delegacia de Polícia de General Salgado e, posteriormente, encaminhado à carceragem da Central de Polícia Judiciária da Polícia Civil de Araçatuba, onde iniciou o cumprimento da pena determinada pela Justiça.