Economia S.J.Rio Preto
Balança comercial da indústria da região de Rio Preto acumula superávit de US$ 1,13 bilhão até agosto de 2026
Exportações e importações da região registraram alta em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento do CIESP
14/09/2026 19h29
Por: Luiz Peniza | Estagiário Fonte: Da redação

O comércio exterior segue como um dos importantes fatores de movimentação da economia do Noroeste Paulista. Entre janeiro e agosto de 2026, os 102 municípios que integram a regional do CIESP Noroeste Paulista registraram superávit comercial de US$ 1,13 bilhão.

O desempenho é sustentado por um crescimento simultâneo em ambas as pontas da balança: as exportações saltaram para US$ 1,36 bilhão, alta de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto as importações atingiram US$ 229,4 milhões, com avanço de 10,4% na comparação interanual.

Para o diretor de Comércio Exterior do CIESP Noroeste Paulista, Caubi Camargo, os números traduzem a maturidade e a resiliência do empresariado. "Esse crescimento simultâneo nas exportações e importações demonstra o dinamismo e a forte integração global da nossa indústria. Não estamos dependendo de um único fator isolado. A região mostra competitividade, diversificação produtiva e capacidade de ampliar mercados mesmo em um cenário internacional complexo", destacou Camargo.

Pauta exportadora

A liderança das exportações ficou com o setor de açúcares e produtos de confeitaria, responsável por 37,4% das vendas externas. Na sequência, destacaram-se carnes e miudezas comestíveis (24%) e preparações alimentícias diversas (11,3%), confirmando a forte vocação agroindustrial da região.

Importações aquecidas

No campo das importações, os principais itens adquiridos foram leite, laticínios e ovos de aves (31,3%), peixes, crustáceos e moluscos (29,2%) e máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (12,6%), este último sinalizando os investimentos das indústrias locais em modernização e aumento de produtividade.

Principais mercados

A China seguiu como principal destino das exportações regionais, absorvendo 16,6% das vendas externas, seguida pelos Países Baixos — Holanda (5,8%) e Estados Unidos (5,2%). Do lado das compras, os principais fornecedores foram Chile (26,5%), Estados Unidos (23,8%) e China (20,8%).
"É muito importante ver nossa região registrar um superávit desse tamanho até agosto. Isso mostra que estamos economicamente fortes e cada vez mais consolidados na engrenagem do comércio mundial. E vale lembrar que o CIESP segue dando todo o suporte logístico, aduaneiro e estratégico para que mais indústrias locais cruzem as fronteiras e conquistem o mercado internacional", finalizou o diretor Caubi Camargo.