Um comerciante de 61 anos procurou a Polícia Civil após ser vítima de um golpe que evoluiu para ameaças e cobranças mediante grave ameaça, em Rio Preto. O caso foi registrado nesta quarta-feira (30/9) como extorsão.
Segundo o boletim de ocorrência, os atos mais graves começaram na manhã de terça-feira (29), quando o comerciante estava em sua residência, no Parque Residencial Damha. Ele relatou ter realizado pela internet uma simulação de empréstimo, com previsão de vencimento inicialmente para 30 de outubro.
Sem ter formalizado a contratação, porém, a vítima passou a receber transferências via Pix de R$ 120 em sua conta bancária. Os valores teriam sido enviados por diferentes empresas intermediadoras.
Ainda conforme o relato, após ser induzido a instalar aplicativos de crédito, o comerciante verificou que a data de vencimento havia sido alterada para 30 de setembro. As cobranças passaram a exigir R$ 200, além de juros que chegariam a 35% ao dia, conforme um áudio recebido pela vítima.
Ao questionar as cobranças e se recusar a efetuar os pagamentos, o comerciante passou a receber ameaças por meio do WhatsApp. Os autores, que se identificavam como "Comando Elisa", teriam afirmado que enviariam assaltantes até a residência da vítima e que saberiam sua localização por meio de GPS.
Nas mensagens, os criminosos também teriam ameaçado levar bens da casa, como televisores e geladeiras. Segundo o boletim, os autores chegaram a afirmar que não se importariam com a presença de mulheres ou crianças no imóvel.
Além das ameaças de violência e de prejuízo patrimonial, a vítima também relatou ter sido alvo de chantagem. Os suspeitos teriam ameaçado divulgar sua fotografia e seus dados pessoais a familiares, amigos e em grupos de comércio local na internet, associando-o à acusação de ser um "fraudador ativo".
O comerciante apresentou à Polícia Civil extratos bancários, capturas de tela dos aplicativos utilizados nas cobranças, arquivo de áudio e o histórico das conversas mantidas pelo WhatsApp. O material foi anexado ao registro para auxiliar na apuração.
A identificação dos responsáveis ainda depende de diligências investigativas, incluindo medidas relacionadas aos dados telefônicos, endereços de IP e identificação dos titulares das contas bancárias envolvidas. O procedimento será encaminhado ao 7º Distrito Policial, que dará continuidade às investigações.