A Polícia Civil concluiu uma investigação que esclareceu 12 furtos qualificados de motocicletas registrados em diferentes regiões de Rio Preto, entre dezembro de 2024 e agosto de 2026. O principal investigado, identificado pelas iniciais R.R.P., já está preso por outro caso envolvendo furto de motos, foi indiciado pelos crimes.
O trabalho foi conduzido pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), vinculada à Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) do Deinter-5. Para identificar o responsável e relacioná-lo aos casos, os policiais analisaram boletins de ocorrência, imagens de câmeras de monitoramento, informações de inteligência e outras provas reunidas durante as diligências.
Segundo a Polícia Civil, os furtos ocorreram em diversos pontos da cidade, com maior concentração na zona sul.
O criminoso já havia sido investigado pela própria DIG e preso anteriormente por crimes relacionados a furto e receptação de motocicletas. Após deixar o sistema prisional, os policiais identificaram o reaparecimento de ocorrências com características semelhantes naquela região. A informação passou a integrar o conjunto de dados analisados pela equipe.
De acordo com a investigação, o suspeito costumava escolher locais com grande quantidade de motocicletas, especialmente áreas de estacionamento. Para levar os veículos, rompia travas e sistemas de ignição e deixava rapidamente o local.
Em parte dos crimes, ele teria contado com a participação de comparsas que ainda não foram identificados. A possível atuação conjunta também foi considerada durante a apuração.
No decorrer das diligências, os policiais encontraram peças e a estrutura de uma motocicleta furtada em um imóvel desabitado. O local seria utilizado para esconder e desmontar veículos roubados. A descoberta contribuiu para o avanço da investigação e o fortalecimento das provas reunidas no inquérito.
Trabalhadores entre as vítimas
A série de furtos provocou prejuízos financeiros e afetou principalmente pessoas que dependiam das motocicletas para trabalhar e se deslocar diariamente. A maioria dos veículos levados era de baixa cilindrada, especialmente do modelo Honda CG 160.
Conforme a Polícia Civil, algumas vítimas continuam pagando as prestações das motocicletas furtadas, mesmo sem poder utilizar os veículos, o que aumenta o impacto econômico causado pelos crimes.
Com base nas provas reunidas, R.R.P. foi formalmente indiciado por 12 furtos qualificados, com agravantes relacionados ao rompimento de obstáculos e ao concurso de pessoas.
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