Polícia Crime
Estupros de vulneráveis aumentam 76,9% em Rio Preto em nove meses
Crianças e adolescentes são as principais vítimas, e crimes recentes resultaram na prisão de condenados por abusos cometidos por pessoas próximas
05/10/2026 20h03
Por: Luiz Peniza | Estagiário Fonte: Da redação

São José do Rio Preto registrou aumento de 76,9% nos casos de estupro de vulnerável entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com os nove primeiros meses do ano passado. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).

O crescimento ocorre em um cenário no qual crianças e adolescentes aparecem como principais vítimas desse tipo de crime. Em muitos casos, a violência acontece dentro de casa e é praticada por pessoas próximas às vítimas, como familiares ou conhecidos.

Rio Preto e região

Nos últimos meses, casos de estupro de vulnerável também resultaram na prisão de condenados pela Justiça em Rio Preto e na região.

Em setembro, a Polícia Militar localizou, na Vila Boa Esperança, um homem de 28 anos condenado a oito anos de prisão por estupro de vulnerável. Ele estava em casa com a companheira quando foi encontrado. A sentença determinou o cumprimento da pena em regime semiaberto.

Também em setembro, a Polícia Civil prendeu, no bairro Bela Vista, um homem de 40 anos que estava foragido havia cerca de dez meses. Ele cumprirá 42 anos e dois meses de prisão por estupro qualificado e estupro de vulnerável. De acordo com a sentença, os crimes foram cometidos contra a própria enteada, durante o período em que ela tinha entre 13 e 17 anos.

Já em União Paulista, a 66 quilômetros de Rio Preto, a Polícia Militar prendeu, no início de setembro, um homem de 74 anos procurado por condenação por estupro de vulnerável e satisfação de lascívia mediante a presença de criança ou adolescente. Ele ainda tinha mais de 20 anos de pena a cumprir em regime fechado.

Denúncias

Casos suspeitos de violência ou exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser denunciados pelo Disque 100, serviço gratuito e anônimo. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190. As denúncias também podem ser encaminhadas diretamente à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).