Economia Bets
Bets: 26,5 milhões de pessoas ainda mantêm R$ 1,3 bilhão em plataformas; prazo para resgate termina hoje
Mais de 90% das contas têm valores abaixo de R$ 10; quem não sacar até as 23h59 será reembolsado posteriormente pelos bancos
05/10/2026 20h33
Por: Luiz Peniza | Estagiário Fonte: Da redação

Dados do Ministério da Fazenda apontam que, até esta segunda-feira (5), 26,5 milhões de pessoas ainda mantinham R$ 1,33 bilhão em plataformas de apostas de quotas fixas, as chamadas bets.

O prazo para resgatar os valores termina hoje, às 23h59. A data foi definida na medida provisória que proibiu o funcionamento das bets no país. Quem não fizer o saque até o fim do prazo não perderá o dinheiro: nesse caso, a devolução será realizada posteriormente pelos bancos responsáveis por operar os pagamentos das casas de apostas.

Segundo o governo, a maioria das contas com saldo positivo tem valores baixos: cerca de 92% possuem menos de R$ 10 disponíveis para saque, enquanto mais de 96% concentram menos de R$ 25. Ainda assim, os usuários precisam solicitar o resgate dentro do prazo fixado.

Os valores estão concentrados em uma parcela pequena das contas: aproximadamente 1% reúne 80% do saldo; 3,4% concentram 90%; e 8,3% representam 96% dos recursos. Esses percentuais se referem a contas nas plataformas, e um mesmo CPF pode ter contas em diferentes empresas.

Veja os prazos:

Relembre o caso

No fim de setembro, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou uma Medida Provisória (MP) que proibiu as bets em todo o país. A medida também vetou a operação de jogos online e cassinos virtuais, incluindo plataformas populares como o "Jogo do Tigrinho".

No mesmo dia, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê punições para quem explorar, operar ou divulgar apostas esportivas e jogos online.

A medida provisória também determinou a retirada de todas as peças e ações de publicidade, propaganda e marketing de bets, em meios físicos e digitais, até as 23h59 desta segunda-feira (5). Segundo o governo, o mesmo prazo se aplica à remoção de marcas vinculadas a contratos de patrocínio. Desde a publicação da MP, novas campanhas publicitárias do setor já estão proibidas.