A Polícia Civil esclareceu, após três anos de investigação, o homicídio de Joyce Almeida de Sousa, encontrada morta dentro de uma lixeira na rua, no bairro Boa Vista, em Rio Preto. O crime ocorreu em janeiro de 2023 e foi investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic), do Deinter-5.
O corpo foi localizado por moradores no dia 18 de janeiro. Joyce estava enrolada em um lençol e havia sido colocada dentro de uma lixeira residencial. Segundo as informações reunidas durante a apuração, a vítima tinha residência fixa em Rio Preto, mas estava em situação de rua em razão do vício em drogas. Ela teria sido assassinada após uma dívida. O corpo apresentava sinais de espancamento e asfixia.
Os exames e demais elementos apurados pela Polícia Civil indicaram que Joyce morreu após ser estrangulada e sofrer golpes na região da cabeça.
Ao longo da investigação, os policiais realizaram diligências, ouviram testemunhas, levantaram informações sobre as circunstâncias do crime e analisaram exames periciais. A apuração levou à identificação de M.B., que mantinha um relacionamento afetivo com Joyce, como suspeito de envolvimento no homicídio.
Com os elementos reunidos, ele foi indiciado por homicídio qualificado. A Polícia Civil também representou pela prisão preventiva do investigado. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público. Segundo a Polícia Civil, resta apenas a realização de um exame complementar de confronto genético.
Joyce deixou um filho pequeno.
Caso Amanda
O caso de Joyce é distinto da investigação mais recente envolvendo Amanda da Silva, de 36 anos, também em Rio Preto.
No caso de Amanda, o Ministério Público de São Paulo denunciou o açougueiro Marciel Dias dos Santos, de 29 anos, pelo feminicídio ocorrido na madrugada de 22 de julho deste ano, no Parque Estoril. Segundo a acusação, a vítima estava deitada e coberta na cama quando foi atingida por pelo menos seis golpes de um objeto perfurocortante na região do tórax e das mamas.
Marciel também foi denunciado por destruição e ocultação de cadáver. Conforme o MP, após a morte, ele teria mantido o corpo na residência, realizado o desmembramento e transportado os segmentos em sacos e em uma mochila para diferentes pontos de Rio Preto.
O inquérito do caso Amanda foi conduzido pelo delegado André Amorim, da 3ª Delegacia de Homicídios da Deic/Deinter-5, e também foi concluído. A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Evandro Ornelas Leal, da 20ª Vara Criminal.
Fonte: Gazeta de Rio Preto
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