Polícia Crime
Empresa de software tem sistema invadido e centenas de mensagens indevidas são enviadas por WhatsApp, em Rio Preto
Criminosos usaram a API da empresa para disparos em massa; caso foi registrado como invasão de dispositivo informático
03/11/2026 18h25
Por: Luiz Peniza | Estagiário Fonte: Da redação

Um empresário de 46 anos, morador do Jardim São Marcos, em Rio Preto, registrou boletim de ocorrência após identificar o uso não autorizado do sistema de comunicação de sua empresa. A invasão ocorreu na madrugada de segunda-feira (2), quando desconhecidos teriam acessado a API usada para integrar os serviços da empresa à plataforma Meta e enviado centenas de mensagens pelo WhatsApp.

Segundo o relato à Polícia Civil, o empresário é dono de uma empresa de desenvolvimento de softwares que atende diferentes clientes. A ferramenta usa a API oficial da Meta, por meio de uma intermediadora, para enviar e receber mensagens, principalmente em confirmações de consultas e no atendimento ao público.

De acordo com o boletim, os responsáveis teriam obtido tokens e outras informações necessárias para se conectar à plataforma. Entre aproximadamente 2h e 3h30, passaram a enviar mensagens a números de telefone de diferentes DDDs do país, sem autorização do proprietário.

O registro informa ainda que os invasores criaram modelos de mensagens na plataforma, incluindo propagandas e conteúdos considerados suspeitos, que poderiam ser usados para induzir os destinatários a fraudes.

O empresário percebeu a movimentação por volta das 6h, ao verificar o celular corporativo e encontrar várias mensagens não autorizadas. Um dos números utilizados pertencia a um cliente da empresa, profissional da área médica. Segundo o relato, esse telefone também foi usado para enviar mensagens indevidas, inclusive com conteúdo ofensivo.

Os disparos teriam sido interrompidos por volta das 3h30, possivelmente após um bloqueio feito pela plataforma intermediadora.

O empresário disse à polícia que ainda não conseguiu dimensionar os prejuízos financeiros. A Meta cobra pelo envio de mensagens, o que pode gerar custos para a empresa de tecnologia e para os clientes cujos números foram usados.

O caso foi registrado como invasão de dispositivo informático e será investigado pela Polícia Civil. Até o momento, não há informações sobre a identificação dos responsáveis.