Política Fernandópolis
Julinho Barbeiro questiona arrecadação de R$ 1,35 milhão da Área Azul e solicita cópia do contrato de concessão
Vereador afirma que apenas R$ 200 mil teriam sido repassados à Prefeitura em aproximadamente dez meses e defende discussão sobre a municipalização do serviço
03/11/2026 20h03
Por: Luiz Peniza | Estagiário Fonte: Da redação

O sistema de estacionamento rotativo de Fernandópolis, conhecido como Área Azul, voltou a ser alvo de questionamentos na Câmara Municipal durante a 25ª Sessão Ordinária, realizada nesta terça-feira, 3 de novembro. O vereador Júlio César de Oliveira Cebin, o Julinho Barbeiro, apresentou o Requerimento nº 252/2026, solicitando informações complementares sobre o serviço, incluindo cópia integral do contrato de concessão e de eventuais termos aditivos.

A proposta, que reitera o Requerimento nº 215/2026, foi apresentada por Julinho e demais parlamentares subscritores. Durante seu pronunciamento, o vereador mencionou a participação dos vereadores Étore Baroni e Afonso Pessutto na iniciativa.

Um dos principais pontos levantados pelo parlamentar foi a arrecadação do estacionamento rotativo. Segundo Julinho, informações encaminhadas ao Legislativo indicam que a Área Azul teria arrecadado aproximadamente R$ 1,354 milhão em um período de nove meses e meio a dez meses, dos quais cerca de R$ 200 mil teriam sido repassados aos cofres municipais.

"Vocês sabem quanto a Área Azul arrecadou em dez meses? Um milhão, trezentos e cinquenta e quatro mil reais. Passou para a Prefeitura duzentos mil reais", afirmou o vereador.

Julinho questionou a destinação dos recursos arrecadados e defendeu a possibilidade de o município assumir diretamente a administração do estacionamento rotativo, permitindo que uma parcela maior da receita permanecesse em Fernandópolis.

"Esse um milhão e cento e pouco poderia ficar na cidade de Fernandópolis. Agora eu estou pedindo uma cópia do contrato para ver quando vence", declarou.

O parlamentar também manifestou insatisfação com o funcionamento do sistema de cobrança e com a aplicação de advertências aos motoristas. Segundo ele, é necessário esclarecer quanto da arrecadação corresponde efetivamente ao pagamento pelo estacionamento e quanto decorre da regularização de advertências.

"Eu quero saber o dinheiro que entrou, se entrou mais do cartão de quem está estacionando ou de quem está pagando advertência", questionou.

Outro problema relatado pelo vereador foi a instabilidade do aplicativo utilizado pelos motoristas para efetuar o pagamento do estacionamento. Julinho afirmou ter enfrentado dificuldades para utilizar a ferramenta e relatou que o sistema teria permanecido indisponível por dois ou três dias.

"Semana passada mesmo eu não consegui colocar porque o aplicativo ficou dois ou três dias sem funcionar, fora do ar. E o carrinho passando lá, autuando os outros", relatou.

Diante das situações apontadas, Julinho defendeu a adoção de providências e uma análise mais aprofundada das condições estabelecidas no contrato de concessão.

A solicitação dos documentos permitirá aos vereadores examinar as cláusulas contratuais, o prazo de vigência, as condições de repasse de recursos e as obrigações da empresa responsável pela operação do sistema.

A eventual municipalização da Área Azul, defendida pelo parlamentar, dependeria de estudos técnicos, jurídicos e financeiros, além da análise das condições contratuais vigentes.

Os valores de arrecadação e repasse mencionados são informações apresentadas pelo vereador em seu pronunciamento e ainda dependem de conferência nos demonstrativos oficiais. O requerimento também não representa, por si só, decisão de encerramento da concessão ou transferência da operação para o município.

ASSECOM — Câmara Municipal de Fernandópolis