Dois homens de 21 anos foram condenados a 22 anos e seis meses de prisão cada um pela execução de Júnia Calixto, de 26 anos, morta a tiros na frente dos próprios filhos, em Rio Preto. A decisão foi do Tribunal do Júri nesta quinta-feira (5), após investigação da Delegacia de Homicídios.
O crime aconteceu em 20 de agosto de 2024, no bairro João Paulo II. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi atingida por sete disparos, e a execução teria sido motivada por uma disputa territorial ligada ao tráfico de drogas.
Os condenados são Kalyson Signorini de Angelo Macedo e Roberto Antônio Brito de Souza, conhecido como Juninho da Baiana. Os dois foram considerados culpados por homicídio triplamente qualificado, corrupção de menores e fraude processual.
Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu uma tentativa de atribuir falsamente o crime a um adolescente. Segundo a apuração, os envolvidos teriam coagido o menor a assumir a autoria, com promessa de vantagens, e entregado a ele a arma usada na execução.
A estratégia tinha o objetivo de desviar as investigações. No entanto, a análise de imagens, vestígios e outros elementos de prova mostrou que o adolescente não estava no local no momento do homicídio.
O trabalho investigativo permitiu identificar os verdadeiros responsáveis e reunir provas que fundamentaram a condenação dos dois acusados.