Alunos da Escola Estadual “Maria Matilde Castein Castilho”, na cidade de Glicério, no interior de São Paulo, agrediram um professor, um coordenador e uma funcionária na tarde dessa terça-feira (30/4).
O caso é investigado pela Polícia Civil. O local é o mesmo onde uma aluna de 15 anos diagnosticada com espectro autista foi agredida por colegas no dia 26 de março.
Desta vez, segundo a Polícia Militar, dois estudantes começaram a brigar dentro de uma sala de aula. Ao tentar separar a briga, os servidores acabaram agredidos.
Um dos alunos envolvidos na confusão chegou a tentar ir até a cozinha da escola para pegar uma faca, mas foi contido por outro professor.
O educador agredido foi socorrido e levado à unidade de saúde da cidade com ferimentos provocados por chutes e socos. O estado de saúde dele é considerado estável.
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação diz que um psicólogo foi contratado para acompanhar os alunos e professores na Escola Estadual “Maria Matilde Castein Castilho”. Informou ainda que um projeto contra o bullying foi implementado.
Histórico de violência entre alunos
A confusão dessa terça-feira não foi a primeira entre os alunos da Escola Estadual “Maria Matilde Castein Castilho”. No dia 26 de março, uma estudante de 15 anos foi espancada e deixada seminua por duas colegas dentro da escola. A família da adolescente alega que ela tem problemas neurológicos e recebeu o diagnóstico de autismo.
Imagens exibidas pela TV Tem mostram a aluna conversando com uma colega dentro da Escola Estadual Maria Mathilde Castein Castilho. Subitamente, essa colega a arrasta pelos cabelos por um corredor. Ela é agredida com socos nas costas.
De acordo com as imagens, uma terceira estudante surge e participa das agressões. A blusa da adolescente de 15 anos é arrancada e ela fica seminua, já dentro da quadra da escola — a esta altura, dezenas de alunos assistem à sessão de espancamento.
A violência durou quase dois minutos, até que funcionários da escola conseguiram pôr fim às agressões.
Marcia Rocha, mãe da adolescente agredida, disse à TV Tem que foi buscar a adolescente e viu parte da violência sofrida. “Eu vi tudo e não consegui salvar minha filha. Dói”, afirmou. A mãe disse, ainda, que a jovem passa por tratamento neurológico por causa do autismo e é vítima constante de bullying na escola.
Após o episódio, os pais foram buscar os alunos mais cedo na escola, a única unidade de ensino estadual de Glicério. Uma equipe da Polícia Militar foi deslocada para a unidade de ensino. Na ocasião, o caso foi registrado como ato infracional de lesão corporal. “As investigações prosseguem pela unidade policial para esclarecer o caso”, informou a SSP.
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