Em Palmas, 210 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e 25 Agentes de Controle de Endemias (ACE) da Secretaria Municipal de Saúde de Palmas (Semus) concluíram o curso 'Saúde com Agente'. A capacitação é interinstitucional entre o Ministério da Saúde (MS) com o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), executada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Conforme o MS, a qualificação visa potencializar indicadores de saúde, qualidade e resolutividade da Atenção Primária à Saúde e representa o cumprimento da legislação que amplia as atribuições desses profissionais. Também reforça a valorização dos agentes, que desempenham papel imprescindível na prevenção e cuidado com a saúde da população.
Na Capital, ainda há agentes finalizando a qualificação, mas o MS já confirmou a renovação do curso para 2024, porque ainda há agentes que não conseguiram participar desta primeira turma. Aos que já realizaram a formação, o certificado será disponibilizado de forma digital e gratuita, aprovado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).
Em Palmas, a primeira turma concluiu o curso no começo deste mês de agosto. Foram ofertadas 26 disciplinas, sendo acompanhados por tutores da Fundação de Apoio da UFRGS nas aulas teóricas em formato Ensino à Distância (EaD) e supervisionados por preceptores da Semus nas atividades práticas presenciais.
Formação
Segundo o MS, o curso é em formato semipresencial, com carga horária de 1.275 horas e duração mínima de 10 meses, conseguindo alcançar mais de 196 mil ACS e ACE que trabalham em diversos municípios brasileiros. Em Palmas, as aulas práticas foram supervisionadas por preceptores selecionados entre profissionais de saúde da rede municipal, que contou com 12 preceptores para acompanhar as turmas de ACS e ACE.
Ériko Marvão M. Duarte é enfermeiro e atuou como preceptor da 1ª turma Nacional do curso ‘Saúde com Agente', em Palmas. Segundo ele, os profissionais de saúde da Capital ficaram responsáveis por acompanhar, orientar, supervisionar e avaliar a realização de atividades práticas exigidas pela formação. Ainda conforme o profissional, houve uma parceria entre agentes, preceptores e tutores, com o intuito de melhor qualificar cada participante, combatendo as evasões e sensibilizando para a importância da realização do curso na potencialização da Atenção Primária à Saúde para todo o Brasil.
“As atribuições que os ACS devem desempenhar são cruciais para a qualidade do serviço prestado por médicos, dentistas, enfermeiros e demais profissionais da saúde da família, que são as equipes das unidades de saúde”, destacou, explicando ter sido provado pela ciência, que 80% dos problemas de saúde da população podem ser resolvidos pela atenção básica, evitando assim que o cidadão tenha que procurar as UPAs ou os Hospitais.
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