Realizado com recursos da Lei Nelson Seixas, o projeto “Abayomi: produção de bonecas, a história de uma menina negra e os encontros que trazem esperança” inicia circulação no final de abril em Rio Preto. A atividade faz parte da programação da 4ª Jornada Literária FrESTA, com apresentações na sede da Cia. Apocalíptica e, em maio, no espaço cultural Casa Nuvem.
A contação de história musicada, com dança e artesanato, propõe uma viagem no tempo, recontando a trajetória da humanidade a partir do continente africano, passando pela diáspora africana, até o Brasil, desembarcando em São Luís do Maranhão, onde surgiu a boneca preta feita sem cola ou costura.
Baseada na obra literária Vida que Voa, de Lena Martins – também criadora da boneca Abayomi –, a contação aborda saberes ancestrais transmitidos por gerações por meio da oralidade, a partir de um diálogo entre a menina Isadora, personagem do livro, e sua avó.
Idealizado pela cantora, atriz, artesã e produtora cultural Elis Bohrer, por meio da Gira Promoções Artísticas e Musicais, o projeto reúne um time de artistas e técnicos: o ator e bailarino David Balt, a atriz e produtora Chris Martins, Sandro Soares (violão), Rogério Pinheiro (percussão), Gleiber Francisco (tradução em Libras), Rafaela Cândido (multimídia), Cibele Sampaio (figurino e ambientação), Nicole Reis e Laine Deidi (assistência de produção).
Na primeira apresentação, na Cia. Apocalíptica, serão contempladas cerca de 80 crianças; na segunda, na Casa Nuvem, 40 crianças participam da atividade. Todas integram o projeto social Maquininha do Futuro.
A palavra “Abayomi”, de origem iorubá, significa “meu encontro precioso”. Feita com retalhos de tecido preto, sem costuras ou traços definidos, a boneca expressa coletividade e ancestralidade. É parte de uma pedagogia afrocentrada voltada ao empoderamento de crianças negras.A Abayomi, para além de arte, é instrumento de resistência afetiva. Cada boneca representa um elo com a história e um gesto de esperança.
Abayomi: produção de bonecas, a história de uma menina negra e os encontros que trazem esperança
Datas24/04 - Cia. Apocalíptica06/05 - Casa NuvemClassificação: Livre (crianças de 6 a 11 anos acompanhadas de responsáveis)Público: crianças do projeto Maquininha do Futuro
Este projeto é realizado com os recursos da Lei Municipal nº 9.440-2005 – Lei Nelson Seixas
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