A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do sistema privado de saúde, abriu a consulta pública nº 158 para avaliar a inclusão de uma nova opção terapêutica para pacientes adultos (acima de 18 anos) com lúpus eritematoso sistêmico (LES) que não apresentam resposta adequada às terapias convencionais. O objetivo é analisar a possível incorporação da alternativa ao rol de coberturas obrigatórias dos planos de saúde.
O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune, inflamatória e crônica, de natureza multissistêmica, com manifestações clínicas variadas e imprevisíveis. Pode afetar múltiplos órgãos, como pele, articulações, rins, pulmões, coração e cérebro, e apresenta alta predominância em mulheres em idade reprodutiva.
Entre os sintomas mais comuns estão fadiga intensa, dores articulares, febre, perda de peso, lesões cutâneas e alterações nos rins. De acordo com estudo realizado com pacientes brasileiros, cerca de 33,3% precisaram se aposentar precocemente ou estiveram em licença médica em razão das limitações impostas pela doença.
“É importante lembrar que o lúpus não tem cura, mas tem controle. E esse controle exige o uso de medicamentos por longos períodos, o que nem sempre é simples”, afirma o médico reumatologista Dr. Odirlei André Monticielo, professor associado do Departamento de Medicina Interna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia. “Em alguns casos, mesmo com o tratamento convencional, os sintomas continuam ativos e o risco de lesão permanente em órgãos vitais aumenta”.
Por que e como participar da Consulta Pública?
Segundo o Dr. Monticielo, a Consulta Pública representa um canal de escuta aberto pela ANS para que qualquer pessoa possa contribuir com a análise da proposta, compartilhando experiências, evidências, dificuldades enfrentadas no tratamento ou considerações sobre o impacto do lúpus eritematoso sistêmico no cotidiano.
“A contribuição social nesse momento é valiosa. Ao compartilhar realidades, ampliamos o entendimento sobre as necessidades de quem vive com lúpus e ajudamos a construir uma política de saúde mais sensível à diversidade de perfis e situações clínicas”, conclui o especialista.
Profissionais de saúde, pacientes, familiares e a população em geral podem enviar contribuições à consulta pública n° 158, que ficará aberta até 29 de julho de 2025.
Os interessados em participar podem:
Sociedade Doença de Crohn: exame não invasivo é incluído no SUS
Sociedade INDSH vence licitação para gerir Centro de Autismo no PR
Sociedade Decreto impõe prazo de duas horas contra deepfakes íntimos
Sociedade Doença ultrarrara pode afetar fígado, coração e ossos
Sociedade TRF1 analisa pedido de suspensão da regra de IA na medicina
Sociedade Tratamento da dependência química vai além da abstinência Mín. 17° Máx. 32°
Mín. 20° Máx. 36°
Tempo limpoMín. 22° Máx. 37°
Chuvas esparsas
O Olhar do Interior Editorial — A voz da nossa região
Além das Barreiras - Junio Faria Borges SETEMBRO ROXO: Quando respirar se transforma em uma luta por vida, ciência e direitos
Café com Licitação Algumas mulheres não tiveram escolha... Tiveram que virar fortaleza.
Malagueta A temporada dos paraquedistas começou 

