O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha, celebrado nesta terça-feira (25), será lembrado com intervenção visual projetada na cúpula do Museu Nacional da República (MuN), das 19h às 22h. O trabalho em videomapping foi criado pelo Coletivo Coletores, que também exibe, até 10 de setembro, a exposiçãoSignos de Resistência, Bordas da Memória, que apresenta mais de 250 obras, 50 delas inéditas, no espaço da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

Com pouco mais de um minuto de duração, o vídeo, intitulado AKOMA, mescla animação, intervenção urbana, palavra e tecnologia para homenagear mulheres negras e suas histórias de inspiração, superação e redenção. Entre elas a líder quilombola do século 18, Tereza de Benguela, a escritora Carolina de Jesus e a ex-vereadora e ativista Marielle Franco.
“Seus feitos e conquistas continuam transformando nossa sociedade”, resume Toni Baptiste, que faz dupla com Flávio Camargo no Coletivo Coletores. “Ao ‘pichar’ com videomapping a fachada do Museu Nacional, estamos chamando atenção para as múltiplas existências que são negadas, apagadas ou apartadas nesses e demais locais”, comenta a curadora Aline Ambrósio.
“Levando em consideração que nós, mulheres negras, ainda ocupamos um lugar de maior desvantagem social numa pirâmide de raça, gênero e classe, é necessário que existam iniciativas que nos estimulem a contar nossas próprias histórias, a assumir um papel de protagonismo”Luana Souza, idealizadora do projeto Malubá
Apoio do FAC
Outros projetos que circulam ou estiveram presentes na pauta cultural da cidade, financiados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), exaltam o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. Nesta terça-feira (25), às 21h, ainda em sessão especial em celebração à efeméride, será exibido no Cine Brasília o longa-metragemAmor Maldito, filme de 1984 de Adélia Sampaio estrelado por Monique Lafond e Emiliano Queiroz.
Na semana passada, foi exibido no espaço o premiado curta-metragemFilhas de Lavadeiras, da professora e documentarista, Edileuza Penha. Na trama, a história da ancestralidade de um ofício passado de mãe para filha, e a luta dessas mulheres por uma vida melhor pelos caminhos da educação. “Acredito que estamos no caminho certo quando damos vozes a essas mulheres que foram historicamente silenciadas”, destaca a diretora. “Esse cinema é urgente”, diz a realizadora.
Idealizado por meninas negras de Ceilândia, o projeto Malubá promove uma série de atividades formativas por meio de oficinas de teatro, workshop de escrita dramatúrgica, elaboração de portfólio e rodas de conversas. Os encontros, realizados nos dias 1º, 3, 8, 10, 15, 17 e 22 de agosto, são sempre das 9h às 12h no espaço Jovem de Expressão, localizado na Praça do Cidadão, em Ceilândia.
“Iniciar nossos processos de produção no mês desta data nos estimula a reverenciar quem veio antes e trazer à tona a relevância da mulher negra para construção de nossa sociedade”, avalia a idealizadora da ação, Luana Souza. “Levando em consideração que nós, mulheres negras, ainda ocupamos um lugar de maior desvantagem social numa pirâmide de raça, gênero e classe, é necessário que existam iniciativas que nos estimulem a contar nossas próprias histórias, a assumir um papel de protagonismo”, defende.
Iniciado em 17 de abril e com atividades previstas até o mês de agosto, a iniciativa Tranças no Mapa, idealizado e coordenado pela pesquisadora Layla Maryzandra, faz parte da pesquisa de campo do Programa de Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT) da Universidade de Brasília (UnB) e pretende construir a 1ª Cartografia Sociocultural de Trancistas do Distrito Federal e Entorno. Na prática, como o nome indica, trata-se da trançagem de fios de cabelos que contam histórias e reforçam a identidade de mulheres negras.
A técnica remonta a uma prática cultural ancestral, de matriz africana, que funciona como resgate da autoestima e da sensação de pertencimento. É muito mais que um adorno. É um símbolo, como explica a pesquisadora Layla Maryzandra. “É um projeto de valorização e salvaguarda dos modos de saber e fazer, estamos discutindo sobre identidade e território, direito à memória negra”, observa.
Por meio de preenchimento de formulário eletrônico é possível se inscrever para participar da oficina online de Patrimônio Cultural, em agosto, e ainda responder à pesquisa que, entre outros questionamentos, pergunta se trançar é a principal atividade econômica da interessada, com quem ela aprendeu a arte e se ela reconhece a prática como sendo de origem africana.
*Com informações da Secec
São Paulo Musculação faz células de gordura encolherem antes mesmo da perda de peso
Fernandópolis Semana de Luta pelos Direitos da Pessoa com Deficiência termina com grande mobilização em Fernandópolis
São Paulo Vestibulinho: Etecs encerram no dia 30 prazo para pedido de atendimento diferenciado e vagas para PCDs
São Paulo Procon-SP alerta para golpes que usam indevidamente o nome da instituição
Legislativo - MS Agenda: Semana na ALEMS tem sessões, votações e reunião de comissão
Legislativo - MS Semana Estadual da Pessoa Idosa joga luz sobre país que envelhece e já supera número de jovens Mín. 23° Máx. 37°
Mín. 26° Máx. 40°
Tempo limpoMín. 27° Máx. 41°
Tempo limpo
Café com Licitação Algumas mulheres não tiveram escolha... Tiveram que virar fortaleza.
Malagueta A temporada dos paraquedistas começou
O Olhar do Interior O regresso das cavalgadas e o reencontro com nossas raízes
Polis Contemporânea - Murilo Ferreira Pão, circo e voto: Espetáculos como estratégia de poder 

