A Primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Campo Grande, informa que, na manhã desta terça-feira (16), foi dado cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário em desfavor de um homem, de 35 anos, investigado por graves crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Conforme apurado no inquérito policial, os fatos ocorreram em meados de novembro deste ano, no contexto de relacionamento íntimo entre autor e vítima, e envolveram uma escalada de violência física, psicológica e sexual. A vítima, de 27 anos, relatou que, em um dos episódios de agressão, após retornarem de uma festa, o investigado passou a apresentar comportamento alterado, momento em que teria se dirigido à cozinha, pegado uma faca e proferido a ameaça: “vou dar na sua barriga”.
Ainda segundo a vítima, ela foi agredida com socos e chutes, além de ter sido submetida, posteriormente, a violência sexual, narrando que a relação íntima evoluiu para um ato não consentido, apesar de seus pedidos para que cessasse, o que configura o crime de estupro Em declaração formal, afirmou que “pedia para ele parar, mas ele continuou mesmo assim”, descrevendo intenso sofrimento físico e emocional.
No dia seguinte, de acordo com o relato, o investigado teria danificado o veículo da vítima, quebrando o para-brisa, além de ter se ausentado da residência levando consigo o telefone celular e a chave do carro da ofendida, restringindo sua liberdade e dificultando que deixasse o local. A vítima também relatou ameaças posteriores de extrema gravidade, afirmando que o autor teria dito que “iria queimar seus olhos com cigarro” e que “ele sairia de um camburão e ela dentro de uma mala preta”.
A materialidade dos delitos foi confirmada por laudos periciais, que atestaram lesões corporais compatíveis com agressões físicas, além de outros elementos técnicos colhidos durante a investigação. O Formulário Nacional de Avaliação de Risco indicou alto risco de reiteração delitiva, destacando o histórico de comportamento violento, o uso de álcool e drogas e o temor concreto da vítima quanto à possibilidade de novas agressões.
Diante da gravidade concreta dos fatos, do fundado receio pela integridade física e psicológica da vítima e da insuficiência de medidas cautelares diversas, a Autoridade Policial representou pela decretação da prisão preventiva do investigado, pleito que foi acolhido pelo Poder Judiciário.
O mandado foi devidamente cumprido na manhã de hoje, estando esse autor à disposição da Justiça.
A Polícia Civil reafirma seu compromisso com o enfrentamento rigoroso da violência doméstica e familiar contra a mulher.
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