A edição deste ano do Programa de Vivências no Sistema Único de Saúde (VER-SUS) iniciou nesta segunda-feira (6), com a acolhida dos participantes e abertura oficial das atividades em Campo Grande. A iniciativa promove uma imersão completa na realidade do SUS, reunindo estudantes e residentes da área da saúde de diferentes regiões do país.
Ao todo, foram ofertadas 33 vagas, sendo 30 destinadas a viventes e 3 a facilitadores. Durante a semana, os participantes irão vivenciar, de forma intensiva, o funcionamento da rede pública de saúde, com visitas às unidades, hospitais e serviços especializados, além de rodas de conversa e momentos de reflexão.

A programação começou com a recepção, integração do grupo e atividades voltadas à apresentação das políticas públicas de saúde e da organização do sistema em Mato Grosso do Sul. A proposta é aproximar a formação acadêmica da prática nos territórios, promovendo uma compreensão mais ampla sobre o cuidado em saúde.
Organizado pela Associação da Rede Unida, o programa conta com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, da Fundação Oswaldo Cruz, entre outras instituições parceiras.
“O VER-SUS é muito mais do que uma atividade de formação. É uma oportunidade de viver o SUS de verdade, de perto, entendendo os desafios, as potências e, principalmente, as pessoas que fazem esse sistema acontecer todos os dias. A gente quer despertar esse olhar mais sensível e comprometido nos participantes, para que eles compreendam, na prática, temas como atenção básica, saúde mental, políticas públicas, desigualdades e o acesso à saúde”, destacou a gerente da Unidade de Saúde da Família São Benedito, Sandra Mara Martins dos Santos. “Aqui, por exemplo, temos um cuidado muito especial com as comunidades quilombolas, o que também amplia essa vivência e esse olhar sobre as diferentes realidades.”

A programação segue até o dia 11 de abril, com atividades distribuídas em diferentes pontos da rede pública de saúde da Capital, fortalecendo a integração entre ensino, serviço e comunidade.
“A expectativa é enorme. Acho que é uma chance única de troca, de aprender com outras pessoas e também de mostrar o quanto a medicina veterinária é essencial quando a gente fala de saúde como um todo”, contou a residente de medicina veterinária da UFMS, Bianca Jacqueline Silva Fernandes, de 24 anos, natural de Goiânia. “Quando a gente pensa em saúde, não dá para separar: é tudo conectado — saúde humana, animal e ambiental. Estar aqui, vivendo isso na prática, é muito significativo.”

A vivência não é remunerada, porém os custos de alimentação, hospedagem coletiva e transporte interno durante as atividades serão custeados pelo projeto. Os participantes que cumprirem integralmente a programação receberão certificação, com carga horária calculada a partir das atividades desenvolvidas ao longo da imersão.
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