Membros da recém-criada Associação Feira Rota do Solse reuniram, nesta sexta-feira (1º), com representantes da Administração Municipal e Câmara de Vereadorespara definir as diretrizes para a implantação da 1ª feira de carros usados e seminovos de Sorriso.
Conforme o coordenador da Casa dos Conselhos e um dos idealizadores do projeto, Celso Marcon,a ideia vem sendo debatida com a associação de moradores do bairro a cerca de três meses. Além de veículos, o espaço também será destinado para a comercialização de frutas, verduras, artesanatos, laticínios, entre outros produtos oriundos da agricultura familiar.
“Estamos nos espelhando em exemplos que vieram dos grandes centros onde essa modalidade de feira é bem aceita e altamente rentável”, exemplifica Marcon ao afirmar que o espaço não tem pretensão de concorrer com as demais feiras do Município.
“Sorriso é uma das cidades com maior índice de desenvolvimento do país. Quanto maior a procura, maior tende a ser a capacidade de oferta. Nossa ideia é realmente oferecer mais uma opção para as famílias sorrisenses”.
“Até o momento temos 50 feirantes inscritos, mas já fomos procurados por outra dezena de pessoas interessadas em empreender no local. Nesta semana vamos nos reunir para alinhar as questões das barracas que serão individuais e personalizadas”, antecipou a presidente da associação, Marli de Fátima França.
Durante a reunião, ainda foram debatidos o limite de abrangência da feira, que irá funcionar aos domingos pela manhã, no estacionamento do Centro de Eventos Ari José Riedi, bem como a responsabilização da Prefeitura e da associação para a elaboração do projeto de lei autorizando o uso do espaço público.
Em seguida, o documento será encaminhado para apreciação do Poder Legislativo.
“Trata-se de um projeto extremamente relevante uma vez que tende a fomentar a agricultura familiar e a economia sorrisense como num todo. Acredito que não teremos dificuldades para aprovar a propositura”, observa o vereador Celso Kozac.
“Posso afirmar que 90% do projeto está chancelado. Agora, com o apoio da Câmara de Vereadores, vamos buscar a legalidade para implementar o projeto o mais rápido possível”, assinala o prefeito Ari Lafin.
Segurança Jurídica
Inicialmente, o termo de cessão do direito de concessão será de cinco anos, podendo ser prorrogado por igual período desde que demonstrado o interesse público.
Com relação aos veículos comercializados, uma empresa de inspeção cautelar já manifestou interesse em prestar serviços no local.
“Estamos pensando no macro. Não é apenas destinar um local adequado. Também estamos preocupados em assegurar que os produtos comercializados na feira atendam as especificações legais”, finaliza Lafin.
Texto: Michel Ferreira
Fotos: Cleiton Izidoro
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