Fernandópolis recebeu nesta terça-feira (11) a primeira etapa do projeto “Mulheres da Literatura”, iniciativa que percorre cidades do estado de São Paulo e busca aproximar crianças da literatura por meio de histórias, música e interação. A atividade contou com a participação da artista Thayme Porto, da Companhia Passarinho Contou, e teve apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
Fernandópolis foi novamente selecionada para receber o projeto por contar com uma biblioteca pública estruturada. Thayme Porto é artista, mestre em letramento e criadora da Companhia Passarinho Contou, que mantém uma biblioteca itinerante em uma Kombi que circula pela periferia de São Paulo.
O trabalho desenvolvido pela artista tem como foco incentivar o letramento e estimular a participação das pessoas por meio da linguagem e da arte de contar histórias. Em Fernandópolis, as atividades foram realizadas em dois períodos e envolveram alunos da rede municipal de ensino.
Durante a manhã, Thayme se apresentou ao lado de Jorge Franco, contador de histórias, músico e cantor, na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental (EMEIEF) Antônio Maurício. A apresentação foi destinada a alunos de três salas dos 3º e 4º anos.
No período da tarde, a programação continuou na Biblioteca Municipal, com a participação de alunos da EMEF Coronel Francisco Arnaldo da Silva.
As apresentações reuniram histórias e músicas infantis, permitindo que as crianças participassem ativamente das atividades, cantando, dançando e compartilhando experiências pessoais. Entre os relatos, muitos estudantes falaram sobre momentos vividos com os avós, figuras que, segundo a organização, ainda exercem papel importante na transmissão de histórias e memórias familiares.
Para Thayme, a participação dos pais na vida dos filhos, inclusive por meio do hábito de contar histórias, é importante para preservar lembranças e fortalecer vínculos. A artista defende que essas experiências contribuem para a construção da chamada memória afetiva, mesmo em um cenário marcado pela presença constante das redes sociais e dos dispositivos eletrônicos.
“Na África, existe a figura do Griot. Esse personagem é o guardião da memória e o responsável por manter viva a tradição coletiva de suas comunidades por meio das histórias”, explicou Thayme.
A música também teve papel importante nas apresentações. Jorge Franco foi responsável por acompanhar as narrativas musicalmente e destacou a capacidade da música de criar uma conexão emocional entre o público e as histórias apresentadas.
Após a passagem por Fernandópolis, a dupla seguirá para outras cidades do interior paulista com a programação do projeto “Mulheres da Literatura”. A segunda etapa da iniciativa no município está prevista para o dia 22 de setembro, com a participação da escritora Geni Núñez.
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