A Polícia Civil identificou como Amanda da Silva, de 30 anos, a mulher encontrada morta e esquartejada em São José do Rio Preto. Natural de Jandira, na Grande São Paulo, Amanda residia em Rio Preto e era mãe de três filhos.
A identificação foi confirmada após semanas de investigação, a partir do cruzamento de informações sobre pessoas desaparecidas, contato com familiares e trabalho pericial. A confirmação definitiva ocorreu após o tratamento de material das falanges e o confronto das impressões digitais com os dados levantados pelos investigadores.
A informação de que Amanda deixou três filhos foi confirmada durante a apuração. Até a entrevista concedida pelo delegado André Amorim, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC), não haviam sido divulgadas as idades das crianças nem com quem elas estão.
Segundo Amorim, Amanda não possuía antecedentes criminais. Com a identificação, a investigação entra em uma nova etapa, voltada principalmente ao esclarecimento da dinâmica da morte e da motivação do assassinato.
O investigado Marciel permanece preso temporariamente. Em depoimento, ele afirmou que Amanda teria iniciado uma agressão e que, ao se defender, a empurrou. Segundo a versão apresentada por ele, a mulher caiu, bateu a cabeça em um móvel e morreu.
A narrativa, no entanto, é confrontada por elementos reunidos durante a investigação. Informações preliminares da necropsia apontaram várias perfurações na região do tórax da vítima, lesões que podem contrariar a versão de que a morte teria ocorrido apenas em razão de uma queda.
A Polícia Civil ainda aguarda o laudo necroscópico definitivo, que deverá estabelecer tecnicamente a causa da morte.
Os investigadores também analisam imagens de câmeras de segurança na tentativa de localizar registros de Amanda ainda viva na região do Solo Sagrado e reconstruir seus últimos passos.
Outro exame aguardado é o toxicológico. Marciel afirmou que Amanda teria consumido drogas na presença dele, mas essa versão ainda não foi confirmada pela perícia.
O inquérito está em fase final. Marciel permanece no Centro de Detenção Provisória (CDP), sob prisão temporária, enquanto a Polícia Civil aguarda os últimos laudos e conclui as diligências antes de encaminhar o relatório ao Poder Judiciário.
Com a identificação oficial, o corpo de Amanda deverá ser liberado à família após a conclusão dos procedimentos do Instituto Médico-Legal (IML).
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