A quadra do Brasília Champions voltou a ficar movimentada. No lugar dos grandes nomes do tênis mundial que disputaram o torneio no último final de semana, o espaço tem recebido alunos de quatro centros olímpicos e paralímpicos (COPs) do Distrito Federal. Desde segunda-feira (31), a garotada tem aprendido mais sobre a modalidade no centro esportivo da Arena BRB, participando de aulas e ganhando kits com raquete, boné e camiseta.

O Festival Brasília Champions começou recebendo 80 alunos do COP de Planaltina. Na terça, foi a vez da meninada de São Sebastião conhecer mais sobre o tênis. A quarta foi dedicada ao COP de Samambaia e, nesta quinta, o evento será encerrado com a turma da Estrutural. Ao todo, 320 crianças e adolescentes serão atendidas pela ação social, que conta com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF).
“O esporte, junto com a educação, é uma das grandes ferramentas que temos para reprimir tudo o que há de errado na sociedade. A união desses dois pilares forma cidadãos do bem”, comenta o secretário de Esporte e Lazer do DF (SEL-DF), Julio Cesar Ribeiro. “O GDF tem dado essa oportunidade da prática esportiva, evitando que os jovens fiquem nas ruas e, às vezes, até na marginalidade”, completa.
A ação social, juntamente com o Brasília Champions, recebeu fomento da SEL-DF, que investiu R$ 1.549.975,54 nas duas iniciativas. As aulas de tênis do festival estão sendo ministradas por professores da Play Tennis, empresa privada que tem cedido parte de suas quadras para o projeto.

Treinador da Play Tennis, Mário Mendonça conta que a oficina aborda os fundamentos básicos da modalidade. “Ensinamos a bater de direita e de esquerda, a dar o saque…”, cita o professor. “Usamos uma metodologia de iniciação com as crianças, passando as técnicas de forma bem lúdica, com jogos e brincadeiras”.
Quem tem pouca familiaridade com o esporte aprovou o Festival Brasília Champions. É o caso da estudante Kawany dos Santos, de 15 anos, que pegou uma raquete nas mãos em uma única oportunidade, no COP de Samambaia. A jovem estava ansiosa para ter contato com o tênis novamente.
“Eu faço natação e vôlei no centro olímpico, mas estou muito animada para conhecer melhor a modalidade. Essa experiência pode despertar meu interesse pelo tênis”, garante Kawany. “É bom a gente poder fazer um esporte, muito melhor do que só ficar em casa, sem fazer nada”, conclui.
?Para aqueles que já praticam a modalidade, o festival trouxe a possibilidade de bater bola em uma quadra que já foi frequentada por grandes nomes do esporte. O estudante Arthur Oliveira, 11 anos, joga tênis no COP de Samambaia há um ano. E estava empolgado para mostrar sua técnica. “É uma experiência gratificante: imagina que muitos profissionais importantes jogaram aqui, onde hoje a gente está jogando”, observa.
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