A Justiça condenou 16 pessoas, entre homens e mulheres, acusadas de fraudar o Auxílio Emergencial para comprar carros e imóveis de luxo. Somadas, as penas chegam a mais de 280 anos de prisão em regimes fechados. A investigação da Polícia Federal (PF) começou em 2021.
Conforme sentença da Justiça Federal, emitida pelo juiz Pedro Luis Piedade Novaes, as penas variam de 14 a 21 anos de prisão e a maioria dos condenados é morador de Birigui (SP). Eles podem recorrer em liberdade.
“A conduta dos réus, demonstrada nos autos, é totalmente deplorável do ponto de vista social, pois denota-se que a organização criminosa foi criada para fraudar o sistema de recursos financeiros voltados para pessoas em necessidade, demonstrando motivo torpe, imoral e repugnante”, explicou o juiz.
A estimativa é de que os acusados tenham causado prejuízos superiores a R$ 10 milhões aos cofres públicos. Durante a investigação, a PF cumpriu mais de 50 mandados de busca e apreensão e 17 de prisão preventiva.
Nas fases da operação, a polícia chegou a apreender celulares, carros, revólver e munições, além de cédulas de dinheiro em diversos estados do país.
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