A Polícia Militar prendeu um estudante de 20 anos com arma e drogas sintéticas em Rio Preto nesta segunda-feira (6). De acordo com informações do boletim de ocorrência, porém, o envolvido acabou solto após pagar uma fiança de R$ 6 mil. A abordagem ocorreu em uma via do bairro São Francisco, por volta de 21h30. Mais duas pessoas envolvidas serão investigadas.
Policiais militares relataram na Central de Flagrantes que realizavam patrulhamento, quando numa garagem de uma residência avistaram um veiculo Compass branco, sendo que o motorista (o estudante) já é conhecido nos meios policiais, assim como no local já ocorre costumeiramente o tráfico de entorpecentes na forma ‘gourmet’.
Na revista pessoal, nada ilegal foi encontrado com o rapaz. Mas no veículo, mais especificamente no porta malas, havia um revólver calibre 32 com duas munições intactas em uma bolsa de pesca, além de outras 13 munições do mesmo calibre, também íntegras. No banco de passageiro, um saco com diversas ‘balas’ de ecstasy e uma porção de maconha.
Agentes abordaram ainda na casa de onde o carro saía, uma esteticista de 34 anos, que ao ser informada da situação, liberou a entrada. Lá, localizaram uma caixa com mais dois embrulhos plásticos com diversas ‘balas’ de ecstasy e uma porção da droga chamada de ‘meleca’ (extraída do óleo do haxixe e feita com gás tutano, possuindo alto teor de TCH, substância psicoactiva, razão pela qual tem preço bastante alto).
A mulher alegou “que todo o material e as substâncias pertencem ao namorado dela [pintor, 34 anos], que não estava em casa naquele momento e é amigo do estudante”. Nesse instante, o rapaz disse “que a arma era dele e a droga para consumo pessoal”. Ele recebeu voz de prisão, foi algemado e encaminhado para a delegacia, junto da esteticista.
Ao delegado, o estudante contou que “comprou o revólver há 3 meses e que pagou R$ 3 mil por ele e a maconha era apenas para consumo pessoal”. A esteticista confirmou o que já havia dito aos policiais militares. Como a perícia técnica informou que, em relação às drogas sintéticas, não é possível a emissão de laudo de constatação provisório (em razão da complexidade e técnicas utilizadas para a constatação), deixou-se de realizar o flagrante pelas substâncias.
Com isso, o rapaz, que não possui documentação do revólver, foi indiciado por ‘porte ilegal de arma de uso permitido’ e ‘drogas para consumo pessoal’. O delegado de plantão arbitrou fiança de R$ 6 mil, que foi apresentada. Em seguida, o estudante acabou liberado, mas será alvo de investigações, assim como os outros dois envolvidos, por parte da Polícia Civil.
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