Na área de ortopedia, a especialidade em pés e tornozelos desempenha um papel essencial na saúde dos pacientes. Embora menos divulgada, a importância dessa especialidade é vital na medicina, uma vez que lida com a complexidade anatômica e funcional dessa região, composta por 26 ossos, 33 articulações e mais de 100 ligamentos, músculos e tendões.
Por ser essencial para a mobilidade e equilíbrio, problemas nessa região do corpo podem impactar de forma importante a funcionalidade e qualidade de vida dos pacientes. Segundo André Lemos, médico ortopedista e especialista em pés e tornozelos, os tratamentos podem ser os mais variados, pois possuem uma ampla gama de condições, que vão desde lesões traumáticas, deformidades, processos inflamatórios ou degenerativos.
“As doenças mais comuns são a fascite plantar, esporão de calcâneo, joanetes (hálux valgo), tendinopatias (em especial do tendão de Aquiles), entorses e instabilidade do tornozelo, artrose, deformidades congênitas ou adquiridas, fraturas e lesões ligamentares e lesões tendíneas. Algumas condições associadas a doenças crônicas, como o pé diabético, também devem ser tratadas por um especialista dessa área”, explica Dr. André Lemos.
O médico acrescenta que nos casos de fascite plantar e esporão de calcâneo, a abordagem inicial é quase sempre conservadora, sendo indicado uma série de exercícios que os pacientes podem fazer em casa e algumas sugestões de alterações de calçados. “Também recomenda-se a fisioterapia e, em alguns casos, o uso de palmilhas personalizadas e terapia por ondas de choque. Em último caso um pequeno procedimento pode ser necessário para liberação da fáscia plantar”.
“Essas limitações de mobilidade podem levar a distúrbios do movimento, que afetam também as demais articulações como joelho, quadril e coluna. O tratamento da causa da dor é importante e leva a uma grande melhora na qualidade de vida e na capacidade funcional desses pacientes”, completa.
Diagnósticos mais utilizados
Dr. André Lemos explica que o diagnóstico envolve, além de uma boa anamnese, um exame físico detalhado do paciente, além dos exames de imagem que auxiliam na confirmação diagnóstica e na precisão do planejamento dos casos cirúrgicos.
“As radiografias são muito utilizadas para avaliar a integridade e o alinhamento dos ossos e articulações. A ultrassonografia é um bom exame nos casos de lesões ligamentares e tendíneas, assim como a ressonância magnética, que auxilia nos casos mais complexos dessas lesões e ainda nas suspeitas de problemas na cartilagem”, ressalta.
Na avaliação do médico, a tomografia computadorizada pode ser necessária para avaliar fraturas complexas, casos de artrose ou deformidades ósseas possibilitando a reconstrução 3D das estruturas, melhorando a precisão no tratamento das deformidades e da artrose do tornozelo
“Já a cirurgia geralmente é recomendada quando os tratamentos conservadores, como fisioterapia, medicamentos, uso de órteses e mudanças em alguns movimentos ou no estilo de vida, não proporcionam alívio ou quando a condição é grave, como em fraturas complexas, deformidades graves ou instabilidade crônica”, avalia o especialista.
Tratamento de deformidades
A especialidade em pés e tornozelos também aborda deformidades, como o pé torto congênito em crianças, por exemplo, combinando métodos conservadores e cirurgias corretivas, sendo o tratamento iniciado logo após o nascimento do bebê. Em deformidades adquiridas ou progressivas, como pés planos ou pés cavos, o tratamento é individualizado e pode depender do estágio em cada caso.
“Alguns pacientes precisam realizar fisioterapia ou utilizar órteses. Nos casos avançados, cirurgias reconstrutivas para realinhar o pé, preservando a mobilidade, são realizadas para melhor recuperar a funcionalidade. O objetivo do tratamento é corrigir as deformidades e devolver a qualidade de vida e capacidade física dos pacientes”, exemplifica Dr. André Lemos.
No entanto, o médico afirma que a execução de cirurgias nesta região do corpo exigem alta especialização e treinamento devido à complexidade anatômica e biomecânica do tornozelo. “É necessário se manter atualizado com os avanços tecnológicos. Hoje, tecnologias como guias personalizados impressos em 3D (desenvolvidos a partir de imagens individuais do paciente) elevam a precisão do procedimento, tornando-o menos invasivo, mais rápido e com riscos reduzidos”.
“O avanço das próteses de tornozelo tem transformado muito a qualidade de vida dos pacientes com artrose avançada, especialmente aqueles que sofrem com dor crônica e limitação funcional. As próteses de última geração oferecem design anatômico aprimorado e uma biomecânica mais próxima dos movimentos naturais do tornozelo. Isso permite ao paciente, além do alívio da dor, a retomada de atividades diárias”, completa.
Para dominar essas técnicas, Dr. André Lemos ressalta que é essencial investir em treinamento contínuo, participação em congressos globais e parcerias com centros internacionais de referência. “À medida que a tecnologia se torna mais acessível e a expertise cirúrgica se expande, as próteses de tornozelo tendem a se consolidar como a cirurgia padrão-ouro no tratamento da artrose do tornozelo, seguindo a tendência global”, finaliza.
Para saber mais, basta acessar: https://drandrelemos.com.br/
Saúde Anvisa aprova novo medicamento para câncer de pulmão
Saúde Ministério da Saúde recomenda ampliar vacinação contra o sarampo em SP
Saúde Dor crônica pode influenciar no tratamento da depressão
Saúde Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais alerta para prevenção
Saúde Bombeiros do RJ alertam motociclistas sobre uso dos itens de segurança
Saúde Risco de disseminação do ebola pelo mundo é baixo, diz Tedros Adhanom Mín. 20° Máx. 33°
Mín. 20° Máx. 34°
Tempo limpoMín. 21° Máx. 34°
Tempo limpo
Café com Licitação Algumas mulheres não tiveram escolha... Tiveram que virar fortaleza.
Malagueta A temporada dos paraquedistas começou
O Olhar do Interior O regresso das cavalgadas e o reencontro com nossas raízes
Polis Contemporânea - Murilo Ferreira Pão, circo e voto: Espetáculos como estratégia de poder 

