O deputado estadual Alan Queiroz (Podemos) voltou a acionar autoridades federais após nova cheia do rio Madeira provocar alagamentos e comprometer a trafegabilidade da BR-425, importante via que liga os municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim à capital Porto Velho, em Rondônia. Em ofício destinado ao senador Confúcio Moura (MDB) e ao deputado federal Lúcio Mosquini (MDB), o parlamentar solicita a elevação urgente da rodovia e de acessos vicinais afetados, a exemplo do que foi feito na BR-364 após a cheia histórica de 2014.
Segundo o parlamentar, os impactos são agravados pelas alterações no regime hídrico da região, provocadas pela barragem da Usina Hidrelétrica de Jirau. “Estamos diante de mais uma situação crítica. A água voltou a cobrir trechos da BR-425, interrompeu o trânsito, causou erosão, rompeu bueiras e isolou comunidades inteiras. Isso não pode se repetir ano após ano como se fosse algo normal”, alertou.
No documento, Alan Queiroz argumenta que a região da antiga Vila Mutum, nas proximidades dos igarapés das Araras e do Ribeirão, é uma das mais afetadas, sofrendo com o transbordamento das águas e o refluxo dos igarapés. Ele também destaca a importância estratégica da BR-425, por ser a única via asfaltada de acesso à fronteira com a Bolívia, essencial para o escoamento da produção agrícola, o atendimento de saúde e o transporte de mercadorias.
O parlamentar ressalta ainda que a solicitação tem como base estudos prévios e vistorias técnicas já realizadas por sua assessoria, não havendo, neste momento, necessidade de novos levantamentos. “O que estamos pedindo é execução. As evidências são claras e os prejuízos, recorrentes. Precisamos de ação imediata para proteger a população e a economia da região”, pontuou.
Além da elevação da rodovia, o parlamentar solicita a reestruturação das pontes centenárias da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e melhorias nas estradas vicinais da região, muitas das quais se tornam intransitáveis com as cheias. “O que estamos pedindo é justiça com a população da fronteira, que convive com os prejuízos de uma obra de interesse nacional, mas segue esquecida pelo poder público”, declarou.
O deputado propôs a articulação entre a Agência Nacional de Águas (ANA), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o DNIT e a empresa Energia Sustentável do Brasil (ESBR), responsável pela UHE Jirau. “Se a BR-364 já recebeu elevação em trechos críticos, a BR-425 também precisa desse tratamento. Não há mais tempo a perder”, concluiu.
Texto: Ian Machado | Jornalista
Foto: DNIT | Divulgação
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