Na sessão ordinária desta terça-feira (12), os vereadores Daniel de Domênicis, Afonso Luis Pessutto de Souza, Carlos Antônio de Jesus Cabral e Rosana Maria dos Santos Arouca Poço apresentaram o Requerimento nº 240/2025, solicitando à Administração Municipal informações detalhadas sobre o interesse, os estudos prévios e o planejamento para a criação de um Centro de Referência e Atendimento à Mulher – CRAM no município de Fernandópolis.
O objetivo é oferecer um espaço especializado para acolhimento e proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade ou violência, com atendimento humanizado, suporte psicológico, jurídico e social.
O vereador Daniel de Domênicis destacou que a medida vai além do atendimento imediato, representando também um investimento em prevenção:
“Queremos saber se há efetivamente um estudo e um plano em andamento para tornar esse projeto realidade. Um centro como esse representa não apenas acolhimento, mas também prevenção e apoio concreto às mulheres que precisam de ajuda”, afirmou.
O vereador Carlos Cabral reforçou a necessidade da implantação da unidade, afirmando que a iniciativa seria um avanço significativo no fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.
A vereadora Janaina ressaltou a importância de incluir, paralelamente, um programa de tratamento ao agressor. Segundo ela, essa medida é essencial para evitar que novos casos de violência sejam praticados pelos mesmos autores.
“Enquanto estive à frente da UPA, realizamos um levantamento dos custos de todo o tratamento de mulheres vítimas de agressão, e o agressor era cobrado por essas despesas. É preciso pensar também na reeducação do agressor para que ele não volte a fazer mais vítimas”, disse Janaina.
Já a vereadora Rosana Arouca destacou a dificuldade enfrentada por muitas mulheres para denunciar seus agressores, lembrando ainda do impacto emocional que a violência doméstica causa nos filhos. Ela frisou que a maior agressão vivida por muitas mulheres é a verbal, praticada diariamente por maridos que ofendem e humilham.
“Muitas mulheres sofrem caladas, seja por medo, dependência financeira ou emocional. A violência verbal corrói a autoestima e destrói famílias. E, infelizmente, em alguns casos, após serem agredidas verbalmente pelos maridos, essas mulheres também passam a sofrer agressões verbais e até físicas por parte dos próprios filhos, reproduzindo um ciclo doloroso de violência”, afirmou Rosana.
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