O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou à Justiça o arquivamento do inquérito que investigava a queda parcial de uma passarela sobre a linha férrea em São José do Rio Preto, ocorrida em 2024, que resultou em ferimentos em trabalhadores da obra. Segundo o laudo pericial, o acidente foi causado por falhas nas soldas da estrutura, apontando problemas na execução técnica do serviço.
Segundo o promotor Fábio Miskulin, apesar da existência de indícios que poderiam indicar responsabilidade civil das empresas envolvidas, não foram encontradas provas concretas de omissão ou negligência direta dos responsáveis pela obra, o que inviabilizou a continuidade do processo.
A Protendit, empresa encarregada da fixação da passarela, alegou que os trabalhos de instalação da estrutura ainda não haviam sido concluídos no momento do acidente. Por outro lado, a Constroeste, contratada para realizar a obra, afirmou que o serviço já estava finalizado quando ocorreu a queda. Essa divergência de versões contribuiu para a dificuldade de apuração de responsabilidades criminais.
A Rumo, concessionária responsável pela ferrovia e que contratou a execução da obra, comunicou que a duplicação da passarela será retomada em breve. A empresa informou que a fabricação e a montagem da estrutura, incluindo todos os serviços de solda, ficarão sob responsabilidade de uma nova empresa, garantindo mais segurança técnica e acompanhamento rigoroso do processo.
O incidente resultou em ferimentos para três funcionários e um engenheiro presentes no local durante a queda. Todos receberam atendimento médico e se recuperaram, segundo informações fornecidas pelas empresas e pelo MP-SP.
O caso evidencia a complexidade na apuração de responsabilidades em grandes obras de infraestrutura, especialmente quando envolvem múltiplas empresas e etapas de execução. Apesar do arquivamento do inquérito criminal, o episódio reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e protocolos de segurança em obras de grande porte, além do cumprimento estrito das normas técnicas e de soldagem.
Especialistas em engenharia civil destacam que, em obras de infraestrutura sobre ferrovias, é fundamental que cada etapa seja acompanhada por auditorias independentes, garantindo que falhas estruturais, como soldas mal executadas, não coloquem vidas em risco. A Rumo, por sua vez, reafirmou o compromisso de investir em novos procedimentos de controle de qualidade, visando prevenir acidentes semelhantes no futuro.
O arquivamento do inquérito, segundo o MP-SP, não impede que a responsabilidade civil das empresas seja questionada em âmbito administrativo ou judicial, caso surjam novas evidências que justifiquem a responsabilização pelos danos materiais ou pessoais decorrentes do acidente.
S.J.Rio Preto Suspeito de matar e esquartejar mulher é preso em São José do Rio Preto
Rio Preto Falsa denúncia de roubo de ouro termina com dois presos em Rio Preto
Polícia Federal PF mira esquema bilionário de tráfico internacional de drogas; empresa de Urânia é alvo de buscas
Rio Preto COBRANÇA DE DÍVIDA TERMINA EM TIROS E ESPALHA PÂNICO EM CONDOMÍNIO DE RIO PRETO
Populina TCE-SP JULGA IRREGULAR ADITIVO DE CONTRATO EM POPULINA E MANDA EX-PREFEITO DEVOLVER R$ 9,8 MIL
Polícia Civil/MT Polícia Civil prende homem suspeito de tentativa de homicídio em Peixoto de Azevedo Mín. 20° Máx. 34°
Mín. 21° Máx. 36°
Tempo limpoMín. 23° Máx. 38°
Parcialmente nublado
Café com Licitação Algumas mulheres não tiveram escolha... Tiveram que virar fortaleza.
Malagueta A temporada dos paraquedistas começou
O Olhar do Interior O regresso das cavalgadas e o reencontro com nossas raízes
Polis Contemporânea - Murilo Ferreira Pão, circo e voto: Espetáculos como estratégia de poder 

