O vereador Daniel Trídico Arroio apresentou requerimento na Câmara Municipal de Fernandópolis solicitando informações ao Poder Executivo, e os empresários sobre a possibilidade de realização de um estudo técnico de viabilidade para estabelecer rotas alternativas que desviem o tráfego de treminhões canavieiros do perímetro urbano.
Segundo o parlamentar, a circulação de veículos pesados em vias de grande movimento representa um risco à segurança viária, gera transtornos na mobilidade urbana e acelera a deterioração do pavimento.
Entre os locais mais afetados estão a Avenida Augusto Cavalim, que dá acesso a bairros em expansão e à Represa Beira-Rio, um dos principais espaços de lazer da cidade, além das marginais Luiz Brambatti e Litério Grecco, que apresentam congestionamentos e riscos de acidentes.
Estudos técnicos mostram que a pavimentação urbana é projetada para suportar até 40 mil quilos, enquanto os treminhões que passam pela cidade pesam, em média, 70 mil quilos. O excesso de carga contribui para a formação de buracos e deformações no asfalto, exigindo constantes reparos e aumentando os gastos públicos com manutenção.
Assim, o desvio desse tráfego pesado para rotas rurais ou rodovias apropriadas mostra-se medida necessária e urgente, tanto para preservar a segurança dos munícipes, como para racionalizar os gastos públicos com manutenção viária.
Ao defender o requerimento na Tribuna, Arroio destacou o impacto social e estrutural do tráfego de caminhões na área urbana e defendeu diálogo conjunto para encontrar soluções:
“Todos sabemos da importância das usinas de cana-de-açúcar para nossa cidade, região e país, pelo emprego que geram e pelos impostos que arrecadam. Mas as cidades crescem e hoje temos um problema sério com o tráfego desses caminhões, que passam pela Avenida Augusto Cavalim, marginais Litério Grecco e Luiz Brambatti, todas áreas urbanizadas e movimentadas. A represa é um dos locais mais visitados do município e há várias crianças circulando por lá.
Esses veículos pesam cerca de 70 toneladas, enquanto nossa massa asfáltica suporta no máximo 40. Isso causa prejuízos graves ao pavimento e aumenta os custos com manutenção. Precisamos, junto com o Executivo, Legislativo e empresários, achar uma rota alternativa que não prejudique o setor produtivo nem os cidadãos”, destacou Arroio.
É um problema sério que exige união e planejamento. Arroio afirma que espera que o Executivo convoque empresários e técnicos de trânsito para buscar soluções que atendam a todos. “Unidos, tenho certeza de que vamos conseguir resolver essa situação”, finalizou.
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