Mais brasileiros estão visitando o Japão. Em 2024, um recorde de 80 mil turistas do Brasil foram à Terra do Sol Nascente, como o país é conhecido, segundo dados da embaixada da nação asiática repercutidos pelo R7. O crescimento também é observado na Coreia do Sul: a quantidade de visitantes brasileiros saltou de 22 mil em 2023 para 30 mil em 2024. A estatística foi anunciada por Lawrence Reinisch, representante do turismo sul-coreano no Brasil, e compartilhada pelo site especializado Brasilturis.
No caso japonês, o aumento se deu logo após o fim da exigência de visto para turistas brasileiros. Desde setembro de 2023, é possível passar até 90 dias no Japão apenas com o passaporte. Quem deseja ir à Coreia do Sul também não precisa de visto para estadias a turismo ou negócios, no mesmo período de 90 dias. É necessário, no entanto, solicitar a Autorização Eletrônica de Viagem (K-ETA).
"Temos registrado um crescimento expressivo na busca por roteiros no Oriente, com destaque para Coreia e Japão. Temos ampliado constantemente nossos roteiros para a Ásia, com guias que falam português e itinerários personalizados", comenta Rodrigo Rodrigues, diretor comercial da operadora de turismo Schultz.
De acordo com o executivo, o forte interesse é resultado de uma combinação de fatores que vão além da não exigência de visto. Uma das mais importantes é a questão histórica, com o Brasil sendo lar da maior comunidade de origem japonesa fora do Japão, o que favorece a formação de vínculos. Ele menciona ainda que os preços estão mais acessíveis do que há alguns anos, principalmente pela maior oferta de voos e parcerias internacionais.
"Mais recentemente, o K-pop, os doramas coreanos e os animes japoneses passaram a exercer um papel relevante nesse movimento de turistas interessados em conhecer a Coreia do Sul e o Japão. Muitos viajantes desejam visitar os locais icônicos mostrados nas séries e filmes, vivenciar o cotidiano das grandes metrópoles e, claro, se conectar com essa cultura que já faz parte do dia a dia dos brasileiros", destaca Rodrigues.
No Japão, o Castelo de Osaka, o Templo do Pavilhão Dourado, o Santuário Fushimi Inari-Taisha, o Monte Fuji e o Memorial da Paz de Hiroshima são alguns dos principais pontos turísticos. Já a Coreia do Sul oferece atrativos como o Palácio Gyeongbokgung, a N Seoul Tower, a Praia de Haeundae, a cidade milenar de Gyeongju, a Fortaleza de Hwasong, entre outros.
"As experiências mais procuradas em ambos os países incluem gastronomia local, tecnologia, templos históricos e passeios urbanos. Em Tóquio e Seul, por exemplo, muitos turistas se encantam com a mistura de tradição e modernidade, além da boa hospitalidade e da segurança", explica o diretor comercial da Schultz.
Para quem está planejando conhecer a Coreia do Sul e o Japão, a recomendação de Rodrigues é viajar entre março e maio (primavera) ou entre setembro e novembro (outono), quando o clima é mais agradável. "É importante também reservar com antecedência, especialmente em períodos de alta demanda", orienta.
Para saber mais, basta acessar o site da Schultz: https://www.schultz.com.br/
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