A Prefeitura de Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, está liderando o processo de repatriação do jovem indígena paraguaio Liberato Benítez Cáceres, de 19 anos, que estava desaparecido havia quase dois meses e foi encontrado desorientado em uma área de mata no município de Novo Horizonte, a 86 quilômetros de Rio Preto.

O jovem foi localizado no dia 18 de dezembro e, após o resgate, encaminhado para a Casa do Caminho, serviço de acolhimento mantido em Rio Preto e voltado a migrantes, imigrantes e estrangeiros em situação de vulnerabilidade. No local, ele recebeu atendimento integral, com acompanhamento da rede de políticas públicas do município.
“Após o encontrarem, as equipes de Novo Horizonte entraram em contato e o trouxeram para a Casa do Caminho, que hoje é uma casa de acolhimento de migrantes e imigrantes estrangeiros que conta com nosso apoio. Lá, ele recebeu todo o atendimento, todo o acolhimento e todo o olhar das políticas públicas, desde a saúde até a questão da documentação, com apoio da rede de refúgio”, explicou nesta terça-feira, 13/12, a secretária de Desenvolvimento Social de Rio Preto, Sandra Reis, em entrevista à Rádio Educativa FM.
Durante o acolhimento, o jovem recebeu atendimento médico — já que apresentava febre —, além de alimentação, roupas e itens de higiene pessoal. Um dos principais desafios enfrentados pelas equipes técnicas foi a comunicação, uma vez que Liberato fala apenas a língua guarani e não compreende o português.
Segundo a secretária, inicialmente não havia informações sobre a origem do jovem nem sobre seus familiares. “Nós fizemos todas as interlocuções com os órgãos envolvidos, mas não tínhamos nada dele. Não sabíamos de onde ele tinha vindo”, relatou.
A identificação só foi possível após uma busca em redes sociais e na internet, que levou a uma reportagem de uma rádio paraguaia sobre o desaparecimento de um jovem indígena ocorrido no dia 30 de outubro. A partir desse conteúdo, a equipe conseguiu contato com familiares de Liberato.
“Por meio dessa reportagem, encontramos o telefone de um tio dele. A partir daí, conseguimos quebrar a barreira da língua, porque ele fala guarani e é de uma tribo indígena de Pedro Juan Caballero [fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul]”, afirmou Sandra Reis.
Com o apoio da família, foi possível tranquilizar o jovem e explicar todo o processo de retorno. “Com um vídeo feito com o tio, ele percebeu que o que estávamos organizando era realmente para ajudá-lo a retornar para sua casa”, completou a secretária.
Com a identificação confirmada, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social iniciou os trâmites para a repatriação, em articulação com a Polícia Federal. O deslocamento está programado para ocorrer nesta sexta-feira, 26 de dezembro.
“Já organizamos, com apoio da Polícia Federal, o encaminhamento dele com o nosso grupo de abordagem até Ponta Porã. De lá, a Polícia Federal fará o deslocamento até a tribo e a família”, explicou Sandra Reis.
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