O e-commerce deve faturar R$ 258,4 bilhões e receber 457,38 milhões de pedidos em 2026, segundo previsão da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abiacom). Os dados da entidade apontam tendência de crescimento nos últimos anos: em 2019, por exemplo, o faturamento era de R$ 89,96 bilhões.
Entre os vários setores que vendem online, está o de saúde, que, juntamente com o de beleza, teve participação de 6,84% no faturamento total do e-commerce em 2024, ano mais recente com dados disponíveis por segmento no site da Abiacom. A porcentagem é superior à registrada por produtos de esportes (4,75%) e jogos (2,10%).
"O país vive um momento de maturação acelerada no e-commerce de maneira geral, mas em especial na área de saúde. Já superamos a fase de experimentação e caminhamos para um estágio mais profissional, no qual eficiência operacional, previsibilidade logística e relacionamento com o cliente passam a ser fatores decisivos", explica Luciano Grunitzhy, diretor-presidente do e-commerce Magazine Médica. A empresa comercializa produtos médicos e tem, como público-alvo, profissionais de saúde e clínicas médicas.
Grunitzhy avalia que, em 2026, o crescimento não virá apenas da expansão do digital, mas da capacidade das empresas de estruturarem ecossistemas completos, que integrem tecnologia, logística, dados e relacionamento.
"Projetamos que a área de e-commerce de saúde no Brasil deve crescer entre 12% e 15% ao ano em um cenário base, podendo atingir taxas mais elevadas em um cenário otimista. O crescimento saudável não está apenas em vender mais, mas em crescer com qualidade, margem e previsibilidade", afirma o executivo.
"Existe uma mudança estrutural no comportamento de compra. O profissional de saúde passou a comprar com maior frequência, tickets mais diluídos e maior racionalidade, priorizando confiabilidade, prazo e disponibilidade", descreve Grunitzhy.
O diretor-presidente diz que o digital deixou de ser um canal complementar e passou a ser o principal. Essa mudança orienta a estratégia comercial da Magazine Médica, que investe em fluxos de relacionamento contínuos, comunicação objetiva e estruturação de mix de produtos voltados à recompra.
Segundo Grunitzhy, os maiores vetores de crescimento estão nas categorias que fazem parte da rotina operacional dos profissionais. Produtos descartáveis utilizados nas rotinas médicas, medicamentos e equipamentos e aparelhos de baixa e média complexidade são exemplos.
Tendências e uso de tecnologia
Entre as principais tendências, ele destaca a consolidação de players especializados e a busca por recorrência como motor de crescimento sustentável.
Em 2026 e nos próximos anos, a tecnologia não será um mero diferencial competitivo, mas um pré-requisito para a sobrevivência no mercado, ressalta Grunitzhy.
"Sistemas integrados de ERP, CRM ativo, inteligência de dados em tempo real, automação logística e aplicações práticas de inteligência artificial serão cada vez mais fundamentais", declara o executivo.
"O futuro do e-commerce de saúde pertence às empresas que compreendem que o digital não é apenas um canal de vendas, mas um sistema vivo e integrado. Quem entender isso mais cedo estará melhor posicionado para o que vem pela frente", finaliza o diretor-presidente da Magazine Médica.
Para saber mais, basta acessar o site da Magazine Médica:
https://magazinemedica.com.br/
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