A escolha da aliança de casamento envolve fatores que vão além da estética. Questões como teor do ouro, conforto, durabilidade e certificação do metal precioso influenciam diretamente na decisão de compra e podem impactar tanto no valor quanto na vida útil da joia.
Segundo Igor Ferreira, especialista em joias de ouro 18k da Fábrica do Ouro, observar critérios técnicos antes da aquisição é fundamental para garantir segurança e adequação ao uso diário. De acordo com ele, existem cinco pontos essenciais que devem ser analisados pelo consumidor no momento da compra.
O primeiro macete é conferir a pureza do metal. No Brasil, a norma ABNT NBR ISO 10002:2005 (Gestão da Qualidade – Satisfação do Cliente) estabelece que o ouro 18K, que possui 75% de ouro puro e 25% de outros metais na liga, é o mais indicado para joias de uso diário. A composição garante maior resistência ao desgaste quando comparada ao ouro 24K, que é mais maleável.
Desta forma, ao adquirir uma aliança de ouro, a certificação do teor deve constar na peça por meio do carimbo “750”, padrão reconhecido no mercado.
Como a aliança é utilizada diariamente, o conforto é um fator determinante. Modelos anatômicos, também conhecidos como “confort fit”, possuem parte interna arredondada, reduzindo o atrito com o dedo. Portanto, o ajuste correto evita desconforto e necessidade de trocas posteriores.
O acabamento influencia tanto na estética quanto na manutenção. Alianças polidas apresentam brilho intenso, enquanto as escovadas possuem aspecto fosco e disfarçam riscos superficiais. Desta forma, recomenda-se considerar o estilo de vida do casal, já que atividades manuais frequentes podem acelerar o desgaste do acabamento.
A procedência do ouro é outro ponto central. O recomendado é adquirir joias de estabelecimentos que forneçam certificado de garantia e nota fiscal, assegurando a autenticidade do metal e a responsabilidade do fabricante. Além disso, o consumidor deve verificar políticas de troca e manutenção, como ajustes de numeração e polimento periódico.
O valor da aliança está diretamente ligado ao peso em gramas e à cotação do ouro no mercado internacional. De acordo com dados do Portal Investing, a cotação do ouro sofre variações constantes, acompanhando o cenário econômico global. Peças mais largas e espessas tendem a ter maior custo, enquanto modelos mais finos podem representar alternativa mais acessível sem comprometer a qualidade.
Mercado em crescimento
O setor de joias mantém relevância econômica no país. Dados do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) indicam que o Brasil está entre os principais produtores mundiais de ouro e possui cadeia produtiva consolidada, com destaque para alianças e joias de casamento. "O mercado é impulsionado por datas sazonais, como Dia dos Namorados e períodos de alta no número de casamentos civis", concluiu Ferreira.
Ao considerar o teor do metal, conforto, acabamento, procedência e orçamento, o especialista aponta que a decisão tende a ser mais segura e alinhada às expectativas do casal. A orientação técnica e a busca por informações confiáveis são apontadas como medidas que contribuem para uma escolha adequada e duradoura.
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